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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mãe encontra pedras de crack dentro de ursinho de pelúcia

Polícia investiga o caso que aconteceu em Quatá, interior de São Paulo.
Filho mais velho teria escondido droga no brinquedo da irmã de 9 anos.


Uma mãe encontrou 23 pedras de crack, embrulhadas em papel alumínio, escondidas no ursinho de pelúcia com que brincava sua filha de 9 anos, em Quatá, a 489 km de São Paulo, no sábado (4).

A mãe suspeita que a droga tenha sido escondida no brinquedo pelo seu filho mais velho, que tem 19 anos e é usuário de drogas. Foi ela quem comunicou à polícia.

Como não houve flagrante, foram todos liberados. A polícia investiga agora se a droga pertencia mesmo ao irmão mais velho.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando cocaína?

No Brasil, usar ou traficar droga é crime. Para um usuário a lei prescreve seis meses a dois anos de detenção e se aplica a qualquer forma de uso da cocaína.

domingo, 5 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Para OAB e Anadep, pena alternativa para pequenos traficantes diminuirá população carcerária

Brasília – A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em conceder um habeas corpus em favor de uma pessoa presa por traficar 13,4 gramas de cocaína poderá fazer diminuir o tamanho da população carcerária, atualmente em mais de 417 mil pessoas. A avaliação é do presidente do Conselho de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Genival Veloso de França Filho; e do presidente da Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep), André Castro.

“Noventa por cento das mulheres presas estão nessa condição por causa do envolvimento em tráfico de droga de pequena proporção”, estima França Filho. “A possibilidade de aplicação de penas alternativas poderá ter um impacto importante na redução da população carcerária”, disse André Castro.

A decisão do STF cria precedente para o uso da pena alternativa aos pequenos traficantes condenados ao conceder ao juiz de execução criminal a competência para examinar cada caso e, eventualmente, converter a pena.

Na opinião do jurista e do defensor público ouvidos pela Agência Brasil, cabe ao juiz, não à lei previamente, estabelecer se pode ou não ser concedido o benefício de penas alternativas. “O juiz é que tem condições de fato de avaliar”, defende o presidente do Conselho de Direitos Humanos (OAB). “É o juiz que conhece a situação concreta”, disse André Castro.
Castro chama atenção para o fato de que as pessoas envolvidas com pequeno tráfico de droga, por causa da falta de assistência jurídica, acabam apelando para advogados ligados ao crime organizado e passam aí a ter um vínculo permanente com o crime. “Eles pagam a ajuda com lealdade e passem a apoiar o crime”, disse.

Segundo o presidente da Anadep, é possível que parte da opinião pública reaja à decisão, mas assinalou que a pena alternativa é um instrumento de ressocialização necessário. “A sociedade costuma esquecer que o preso hoje contido amanhã estará contigo”, afirmou.

“Para alguns a decisão do STF pode parecer uma afronta, mas o que havia era absolutamente inconstitucional”, concorda França Filho, presidente do Conselho de Direitos Humanos da OAB, Genival Veloso de França Filho

De acordo com o julgamento feito ontem (1º) pelo Supremo, são inconstitucionais os artigos da Lei 11.343/2006 (a chamada Nova Lei das Drogas) que proibiam a conversão das penas de prisão em penas alternativas. Para os ministros do Supremo, a lei era de fato inconstitucional.

“Vislumbro, nessa situação, um abuso do poder de legislar por parte do Congresso Nacional que, na verdade, culmina por substituir-se ao próprio magistrado no desempenho da atividade jurisdicional”, disse Celso de Mello, último ministro do STF ao dar o voto. “Entendo que a regra conflita materialmente com o texto da Constituição”, reiterou segundo nota da Corte.

Conforme uma pesquisa feita no ano passado pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), 67% dos presos por tráfico de drogas são réus primários.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Crack também avança sobre as mulheres

Consumo de álcool na adolescência e namoro com usuário da droga são caminhos para o sexo feminino entrar no vício.

Ainda não há estatísticas, mas o crack encontrou mais um “nicho” de mercado, as mulheres. A droga, que chega à corrente sanguínea em no máximo 15 segundos, conquistou o grupo feminino e nela já provoca seus estragos. A afirmação é do delegado responsável pela Divisão de Prevenção e Educação (Dipe) da Polícia Civil, Reinaldo Correia.

“Os jovens do sexo masculino praticam furtos para comprar droga. As mulheres se prostituem. Ao vender o corpo, elas provocam outro problema, porque inicialmente exigem preservativos, mas depois abandonam a ideia. Sem eles, as mulheres se tornam vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez indesejada”, explica.

No Rio Grande do Sul, há cerca de 60 crianças, “filhos do crack”, com problemas neurológicos sérios. “Nem os cientistas conseguem detectar quais os efeitos do crack no cérebro. Sabemos que ele sobrecarrega o aparelho respiratório e cardiovascular e propicia a ocorrência de AVC”, comenta Correia.

A porta de entrada das drogas no mundo feminino mais evidente é o álcool, segundo o professor da Dipe, Alexandre Avilez, que encerrou na última sexta-feira a Semana de Prevenção às Drogas de Agudos (13 quilômetros de Bauru).

“As meninas de 16 a 18 anos estão consumindo álcool. Com a desestruturação moral que o álcool traz, elas começam a vida sexual precocemente. As frustrações provocadas pela combinação sexo e álcool provoca uma corrida a drogas mais pesadas”, afirma.

Outra porta fácil para o crack na vida das mulheres ocorre quando a adolescente se envolve com um jovem usuário. “Quando ela começa a namorar um usuário, sofre pressão. Para não perder o namorado, ela se vê obrigada a usar droga como ele, para manter o namoro”, diz.

Para poder escolher uma vida mais saudável, o jovem precisa ter acesso às informações relacionadas aos efeitos do uso da droga. Mas quem já a experimentou dificilmente vai abandoná-la, opina o delegado da Dipe. “Os usuários, cujo número é crescente, adquiriram uma doença crônica. E o crack é uma droga barata, que provoca euforia, dá a satisfação que ele procura, mas o preço é alto”, avisa Correia.

Na opinião do professor Avilez, quem já experimentou o crack precisa de muita força de vontade para abandonar o vício. “Há formas de abandonar o vício. Acredito que, com acompanhamento profissional e apoio familiar, o usuário consiga, mas é preciso que ele queira”, enfatiza.

Ao fumar crack, o usuário se sente satisfeito e se desinteressa pela vida. Deixa de se cuidar, comenta o delegado. “Em duas ou três semanas emagrece até 10 quilos, usa a mesma roupa, se torna agressivo e passa a subtrair objetos até dentro de casa”, afirma.

Fonte: JC Net/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Agenda Setembro

18/19 - Setembro

TIANGUÁ (Diocese de Tianguá).

- Mesa Redonda com o Tema: Situação atual do uso de Álcool e outraS Drogas no estado do Ceará e no Brasil;

 - Apresentação da Pastoral da Sobriedade e articulação p/ implantação de um novo grupo da Pastoral na cidade de Tiaguá...

Obs: Essa evento está destinado também a cidades próximas a Tianguá, já que fazem parte da Arquidiocese de Tianguá.

Dez fatos sobre o uso de drogas

Dez fatos que pais e escolas devem saber sobre o uso de drogas:

1º - Dependência de droga é definida como doença progressiva, incurável e fatal pela Organização Mundial da Saúde;

2º - No Brasil,dependência de droga já é definida por médicos e políticos como grave problema de saúde pública ; apesar de epidemia, a rede pública de hospitais ainda ignora a doença, sendo raríssimas as vagas para internar usuários de drogas, para desintoxicação;

3º - Na primeira vez, quem oferece droga é colega ou parente, relatam em Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas, dependentes químicos em recuperação;

4º - Na maioria das histórias, a primeira droga foi bebida alcoólica na infância ou na adolescência; depois, veio a maconha;

5º - Maconha é causa de internação em São Paulo ,ao desencadear surtos psicóticos ou esquizofrenia, alertam clínicas que participam de Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas (Greenwood, Reviva, Conviver,Intervir , Caminho de Luz e o Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas);

6º - Além da dependência, maconha pode causar câncer de cabeça, pescoço e pulmão, além de uma série de outras complicações, define o presidente da Abead-Associação Brasileira de Álcool e Outras Drogas, psiquiatra Carlos Salgado.”Maconha não é droga benigna.Não está isenta de riscos”,afirma o especialista;

7º - Mesclado é cigarro de maconha misturado com crack, droga que vem sendo utilizada por adolescentes em São Paulo , Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Também chamada pitico, a maconha com crack é montada pelos próprios usuários, tem constatado a polícia . A mistura provoca alucinações, perda de percepção, podendo levar a quadros depressivos , neurológicos, respiratórios e cardíacos;

8º - Para tratar, afirmam especialistas, é preciso desintoxicar, ou seja tirar toda a droga do corpo; depois, é preciso tempo e dedicação para ensinar ao usuário viver sem drogas;

9º - Mas no Brasil, nem acorrentando os próprios filhos, mães conseguem sensibilizar políticos e autoridades de saúde pública para o sofrimento que marca suas famílias;

10º - Prevenção continua sendo, portanto, a vacina mais eficaz contra as drogas , sendo famílias e escolas fundamentais nessa luta pela vida.

Fonte: Jovem Pan Online/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Consumo precoce de drogas torna indivíduo mais vulnerável à dependência


É o que revela um estudo feito com camundongos pelo Instituto de Ciências Biológicas da USP


Quanto mais precoce o consumo de uma droga, mais o indivíduo se torna vulnerável à dependência. Foi o que mostrou um estudo com camundongos conduzido pelo Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Ao administrar doses de álcool em animais adolescentes e adultos, os pesquisadores constataram que os mais jovens apresentaram uma compulsão maior ao consumo após um período de abstinência.

Segundo os pesquisadores, o resultado também pode valer para outros tipos de drogas de abuso, que englobam desde anfetaminas até cocaína e heroína, passando por cigarro e álcool.
“Drogas de abuso são aquelas que induzem à fissura por meio do consumo, seja pelo prazer proporcionado, seja pelos efeitos desagradáveis que a interrupção do uso provoca”, explica a coordenadora da pesquisa, Rosana Camarini, professora do ICB-USP.

O trabalho, apoiado pela Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa - Regular, terá os resultados apresentados na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que começou na última quarta-feira e vai até este sábado, 28, em Águas de Lindoia (SP).

Rosana analisou quatro grupos de camundongos: adolescentes que recebiam doses de álcool, adolescentes tratados com solução salina, e adultos divididos nessas mesmas categorias.
Entre as diferenças observadas, está que os adolescentes que receberam álcool apresentaram tolerância à droga, enquanto os camundongos mais velhos sob o mesmo tratamento responderam com uma sensibilização ao álcool (aumento do efeito que a droga apresenta ao longo de um período de consumo).

Rosana conta que ambos são fenômenos neuroadaptativos provocados pelo uso contínuo da droga. Já a tolerância, observada nos animais adolescentes, significa a redução desses efeitos. Nesse caso, o indivíduo precisará de doses maiores do produto para conseguir obter as mesmas sensações proporcionadas pelas doses iniciais.

Em uma outra etapa, os pesquisadores separaram os camundongos adolescentes e adultos que haviam recebido álcool. Colocados individualmente em uma gaiola, cada um poderia escolher entre dois recipientes, um com água e outro com álcool. O frasco com etanol continha doses que eram aumentadas gradualmente, de 2% a 10%.

“Nessa etapa, não detectamos diferenças entre os dois grupos. Porém, após a dose de 10%, resolvemos retirar o álcool para estabelecer um período de abstinência”, disse a professora da USP, explicando que se trata de um teste para verificar se o animal se tornou ou não dependente.

Ao serem novamente expostos ao álcool, os animais mais jovens começaram a beber gradativamente mais, enquanto os adultos mantiveram o consumo que apresentavam antes da abstinência à droga.

Já os animais controle, tratados previamente com solução salina, não apresentaram um aumento no consumo ao serem expostos ao álcool em ocasiões diferentes. E isso se verificou tanto nos indivíduos jovens como nos adultos.

Rosana ressalta que, nessa etapa da pesquisa, os animais tratados com álcool na adolescência já estavam adultos, considerando que a adolescência dos camundongos dura apenas 15 dias.

Alterações neuroquímicas
“O que podemos concluir dessa experiência é que o contato prévio do adolescente com o etanol acaba induzindo uma modificação que faz com que, quando adulto, ele fique muito mais vulnerável ao consumo”, avalia a pesquisadora.

Isso ocorre porque a droga provoca alterações neuroquímicas que interferem no processo de formação do cérebro do adolescente. Um bom exemplo é que os adolescentes apresentam uma liberação bem maior de glutamato quando expostos ao álcool, se comparados aos adultos. Esse aminoácido tem efeito excitante sobre o sistema nervoso central.

“O consumo de álcool aumenta o número de receptores para o glutamato e, quando se retira a droga, permanecem inúmeros receptores ávidos por esse aminoácido que não está mais lá”, disse. Convulsões associadas à abstinência, por exemplo, estão relacionadas ao glutamato.
Por essa razão, Rosana estima que indivíduos com experiência precoce com drogas tenham maior probabilidade de apresentar síndromes de abstinência mais severas.

Outro efeito do álcool sobre organismos jovens seria a redução da proteína Creb, responsável pela transcrição de determinados genes. Vários estudos feitos com animais deficientes de Creb mostraram que isso provocava um consumo maior de álcool. A redução desse mesmo neurotransmissor também é observada em indivíduos que consumiram álcool durante a adolescência.

“Parece que todas essas alterações neuroquímicas observadas nos adolescentes estão relacionadas ao fato de eles quererem consumir mais álcool”, afirma. As drogas interferem no processo de remodulação do sistema nervoso central que ocorre durante a adolescência.

Essas transformações neuroquímicas explicam alguns comportamentos típicos dessa fase da vida, como a propensão a correr mais riscos e a procura por experiências que causem euforia.
Rosana cita como exemplo a presença maior de dopamina na região do córtex pré-frontal do cérebro adolescente. Trata-se de uma área relacionada a analisar riscos e tomar decisões e que, além de não estar totalmente formada na adolescência, recebe dopamina em doses maiores que a de um adulto. “A presença das drogas de abuso interfere nesse processo natural, que já é bem complicado”, analisa.

Os efeitos observados levaram os autores do estudo a reforçar a importância de aplicações de políticas públicas para proteger os adolescentes. Como exemplo, a professora cita a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.

“Leis como essa se justificam, pois o contato precoce com a droga pode resultar posteriormente em uma vulnerabilidade maior à dependência quando a pessoa é exposta novamente à droga, em comparação àquelas que não tiveram essa experiência prévia”, afirma.


Fonte: Agência Fapesp

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lança Perfume, traz problemas?



Sim! Recentemente uma estudante morreu no Nordeste, na porta de uma boate, depois de, aparentemente, ter inalado um lança-perfume. Dependendo da substância, da concentração, da quantidade de droga consumida e da sensibilidade da pessoa, o risco pode ser mais elevado. Os inalantes passam rapidamente do pulmão para a circulação, o que pode provocar um efeito rápido no cérebro e no coração. Convulsões e paradas cardíacas podem ocorrer. Embora a maior parte das pessoas não sofra maiores problemas quando experimenta "lança", algumas correm risco. E é sempre muito difícil prever o que vai acontecer. Como o "lança" é hoje ilegal no Brasil, fica muito difícil saber que tipo de substância existe em cada frasco.

Fonte: ANTIDROGA

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As bolinhas também causam dependência?

As bolinhas são fabricadas em laboratórios farmacêuticos, a mais conhecida delas é a anfetamina. De modo geral, deixam as pessoas mais despertas, perda da apetite, cansaço - sensações que desaparecem várias horas depois, quando a droga é metabolizada pelo fígado e eliminados pela urina. È por isso que se analisa a urina no chamado antidoping, pois com esse exame, é possível detectar ou não a presença dessas substâncias no organismo.

Com dosagem excessiva, pode ficar agressivo, com delírios persecutórios, sudorese, vertigens, dores de cabeça, taquicardia e hipertensão arterial (que pode levar ao colapso). Pode ocorrer a hipertemia (febre alta) que quando não combatida, leva à convulsão.

Como a anfetamina produz rapidamente a tolêrancia, seu usuário precisa de doses cada vez maiores, estabelecendo uma dependência muito mais psicológica do que física.

Fonte: ANTIDROGA.

domingo, 29 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Lobby da maconha


É triste que profissionais de renomadas universidades não alcancem a complexidade de um assunto que traz sérias repercussões para a saúde.

O lobby da maconha no Brasil é um movimento forte e coeso. Tem uma ideia fixa: a legalização das drogas. Para se manter, usa elementos como uma pretensa respeitabilidade e a estratégia de confundir o debate.

O primeiro tem sido conseguido com a mídia, representantes da cultura, da Justiça e até com alguns profissionais da saúde. O segundo, a confusão, fica por conta de ativistas comprometidos com a causa da legalização, cujo debate tem única dimensão: a legalização como forma mágica de resolver o problema.

Quanto mais confusas as ideias, e aparentemente defendidas por celebridades, mais parece que a maconha seja droga leve; assim, a legalização soa como consequência. Quem mostra uma argumentação mais complexa é suspeito.

A Folha publicou, em 30 de julho, artigo de representantes de importantes instituições de ensino e pesquisa nos atacando pessoalmente ("Ciência e fraude no debate da maconha", "Tendências/Debates"), por publicação anterior sobre o dom de iludir da maconha.

É triste constatar que profissionais de universidades renomadas têm a paixão dos lobistas e não alcançam a complexidade intelectual de um assunto com sérias repercussões para a saúde. Para além da unidimensionalidade do debate proposto pelo lobby, em que vários assuntos se confundem, retoma-se: 1. Maconha faz mal à saúde.

Qualquer revisão científica concorda com os efeitos deletérios do uso crônico da maconha. O livro mais recente, "Cannabis Policy" (2010), começa reconhecendo tais efeitos para depois discutir mudanças na política. Qualquer alteração na política que aumente o consumo de drogas aumenta o dano. O lobby da maconha se recusa a aceitar tais evidências sobre os riscos.

2. O uso terapêutico da maconha não tem comprovação científica, especialmente o uso de sua fumaça. Se recomendado, com mais de 400 componentes tóxicos, negaria a busca da ciência por produtos cada vez mais seguros.

Algum dos componentes da maconha pode ter propriedades medicinais, mas isso está longe de receber aprovações de órgãos como o "Food and Drug Administration" (FDA, agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA). O lobby da maconha quer convencer a população de que a maconha é uma droga segura.

Uma das batalhas emblemáticas desse lobby, que chega ao absurdo de propor que a maconha possa ser usada como tratamento para usuários de crack, exemplo de indigência intelectual, uma desconsideração com a saúde da população.

3. Não precisamos que o governo federal, por meio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), crie uma agência para coordenar pesquisas sobre a maconha terapêutica, a "Maconhabras".

Com milhares de usuários de crack nas ruas sem tratamento, gastar o dinheiro público dessa forma é ofender famílias desassistidas, que batem à porta dos serviços públicos sem encontrar apoio. Já existem diversos órgãos de fomento às pesquisas no país.

4. A lei antidrogas vigente praticamente descriminalizou o uso. Por coincidência ou não, o consumo de drogas aumentou, segundo todas as pesquisas. O lobby da maconha não reconhece que temos uma das leis mais liberais do mundo, ainda sem avaliação, e querem maiores facilitações para o consumo?

O debate sobre a maconha é complexo, uma droga que tem o dom de iludir. Lobistas da maconha, mesmo aqueles travestidos de neurocientistas, não entendem essa complexidade. Mostram a certeza dos fiéis de uma seita, voltados à legalização da erva.

A sociedade brasileira os rejeita, pois sabe que estão distantes das diretrizes de uma boa política sobre drogas e da defesa dos interesses do povo brasileiro.

O artigo, de autoria de Ronaldo Ramos Laranjeira e Ana Cecilia Petta Roselli Marques, foi publicado nao dia 20 de agosto na Folha de São Paulo.

Fonte:ABEAD

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cigarro e sedentarismo elevam risco de enxaqueca nos jovens

Os jovens são mais propensos a sofrerem crises de enxaqueca e a terem dores de cabeça crônicas quando estão acima do peso, fumam e se exercitam muito pouco, segundo pesquisa publicada na edição da revista médica Neurology.

Avaliando mais de 6 mil estudantes noruegueses com idades entre 13 e 18 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que apresentam, ao mesmo tempo, esses três fatores negativos têm três vezes mais chances de sofrerem dores de cabeça frequentes.

As análises indicaram que um em cada cinco adolescentes era fumante, 16% estavam acima do peso ideal e 31% se exercitavam menos de duas vezes por semana. Além disso, mais de um terço das garotas e um quinto dos meninos relataram dores de cabeça recorrentes no ano anterior à entrevista da pesquisa. Avaliando as relações desses fatores do estilo de vida com a ocorrência de cefaleias, os pesquisadores notaram que mais da metade dos jovens sedentários, gordinhos e fumantes sofriam frequentes dores e cabeça, comparado com apenas um quarto dos que não tinham essas características.

De acordo com os autores, ainda não ficou claro se esses fatores do estilo de vida provocaram as dores de cabeça ou se eles agem mais como desencadeadores em jovens já vulneráveis ou geneticamente predispostos. De acordo com o neurologista Andrew D. Hershey, um dos coordenadores do estudo, crianças com enxaquecas tendem a ter pais que já sofriam com o problema. As influências ambientais entram em jogo fazendo com que a incidência das dores de cabeça seja mais frequente.

Baseados nos resultados, os especialistas destacam a importância do aconselhamento desses pacientes em relação às mudanças no estilo de vida. Entre as melhorias recomendadas, estão a de comer refeições regulares e balanceadas, dormir bem, manter-se hidratado com bebidas sem cafeína e fazer exercícios pelo menos quatro vezes por semana.

Saiba Mais...

Dor de cabeça ou enxaqueca?
A enxaqueca é muito mais que uma dor. É um grande mal estar, dando a sensação de que a cabeça está enorme, pulsando, martelando ou que o cérebro está sendo pressionado num ritmo enlouquecedor. Porém, a enxaqueca merece atenção especial, pois não causa só desconforto. Suas consequências podem ser muito mais sérias, como apontou um estudo da Universidade norte-americana Yeshiva, de Nova York.

Através da avaliação de 10 mil pessoas, os pesquisadores descobriram que os pacientes que sofriam de enxaqueca crônica tinham duas vezes mais chances de ter infarto, derrames e aumento de problemas cardiovasculares. Além disso, esse grupo tem 50% mais chances de desenvolver diabetes, hipertensão e colesterol alto.

A doença pode ser desencadeada por diversos fatores. Alguns alimentos, como queijos amarelos, chocolate, café, embutidos, frituras e bebidas alcoólicas, podem desencadear uma crise. Entretanto, a enxaqueca também está associada ao estresse, à alterações hormonais, aos distúrbios do sono, ao esforço físico, ao consumo de remédios, entre outros. Porém, o conhecimento exato a respeito dos mecanismos que causam a enfermidade ainda é obscuro.

Fonte: Correio do Estado/ABEAD

Uma pergunta, uma resposta...

A maconha causa dependência física e psicológica? como detectar essa dependência?

Física não. Psicológica sim. Basicamente pelas alterações do comportamento, dependendo da idade da pessoa (baixa de rendimento escolar, desinteresse por esportes, lazer, mudança de amizades, apatia, falta de impulso vital, etc.)

Fonte: ABEAD

4° dia do Curso de Capacitação de Agentes da Pastoral da Sobriedade 2010.2

26/08/2010 - Quinta-Feira:












Fonte: Sobriedade Fortaleza

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eu quero parar...

Abead, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, lança iniciativa para quem deseja parar de fumar

                                                    

De acordo com último levantamento, realizado em 2009, da Pesquisa Especial do Tabagismo (Petab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 24,6 milhões de brasileiros são fumantes. A pesquisa mostra também que mais da metade dos entrevistados, 52,1%, afirmou que pretende parar de fumar. Contudo, os especialistas e os próprios fumantes apontam as dificuldades de enfrentar a dependência do tabaco.

No intuito de colaborar com quem deseja abandonar o cigarro, a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, disponibiliza, nos dias 28 e 29, no site da Abead, um espaço para que os internautas possam enviar suas dúvidas sobre como parar de fumar. As questões serão respondidas pelos especialistas da associação via e-mail.

Além de investir em prevenção e no controle da publicidade do tabaco, é preciso estar atento a população fumante, tanto para melhorar sua qualidade de vida e saúde, como para combater o tabagismo passivo, que também é responsável por diversos malefícios.

Para enviar dúvidas e buscar orientações acesse entre 28 e 29 de agosto o link:

 http://www.abead.com.br/pare/

3º dia do Curso de Capacitação de Agentes da Pastoral da Sobriedade 2010.2

25/08/2010 - Quarta-Feira:

















Fonte: Sobriedade Fortaleza

terça-feira, 24 de agosto de 2010

1º dia do Curso de Capacitação de Agentes da Pastoral da Sobriedade 2010.2

23/08/2010 - Segunda-Feira:

18:30 - Santa Misssa - Padre Glailson;








19:30 - Apresentação dos participantes;

20:00 - "Pronunciamento do Papa JOÃO PAULO II";

20:30 - Apresentação da Pastoral da Sobriedade.

Mais fotos da Formação:









Fonte: Sobriedade Fortaleza

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Fumo passivo modifica genes no pulmão

Alterações podem levar ao desenvolvimento de câncer e outras doenças crônicas.

Cientistas da Universidade Cornell, em Nova York, afirmam em estudo publicado sexta-feira (20) que o contato com a fumaça do cigarro, ainda que por fumo passivo ou ocasional, causa mudanças genéticas no pulmão.
Em artigo publicado no "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine", os pesquisadores afirmaram também que essas alterações expõem as pessoas a risco de câncer de pulmão e à doença pulmonar obstrutiva crônica, problema que limita o fluxo de ar, dificultando a respiração.

Segundo os autores, essa é a primeira vez que se encontram provas biológicas dos efeitos do fumo passivo, efeitos esses que já haviam sido relatados em muitos estudos epidemiológicos.

"Até nos níveis mais baixos de exposição, encontramos efeitos diretos no funcionamento dos genes das células que revestem as vias respiratórias", afirmou Ronald Crystal, líder da pesquisa e chefe do departamento de medicina genética de Cornell, em comunicado divulgado pela universidade.

O médico disse também que o efeito genético é menor do que o observado em pessoas que fumam com frequência, mas isso não significa que não haja efeitos prejudiciais para a saúde.

"Alguns genes das células que revestem as vias respiratórias são muito sensíveis à fumaça de cigarro, e mudanças no funcionamento desses genes são o primeiro sinal de ´doença biológica´ nos pulmões."

A pesquisa foi feita por meio de testes em 121 pessoas divididas em três categorias: não fumantes, fumantes ativos e fumantes com baixa exposição à fumaça.

Foram testados níveis de nicotina e cotinina, marcadores do cigarro no organismo, para determinar em qual categoria cada participante se encaixaria.

O genoma de cada um foi analisado para detectar quais genes foram ativados ou desativados nas vias respiratórias. Todos os níveis de nicotina e cotinina tiveram relação com alguma anormalidade genética.

Segundo o líder do estudo, isso mostra que não há níveis seguros para a exposição à fumaça. A descoberta deve dar mais subsídios para a implementação de leis que restringem o fumo em ambientes públicos, como já acontece no Estado de São Paulo desde o ano passado.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 22 de agosto de 2010

Passo da Semana (22 a 27/08): 7º - REPARAR

Senhor, REPARO financeira e moralmente a todos que, na minha dependência, eu prejudiquei. Ajuda-me a resgatar minha dignidade e a confiança dos meus. Restaura-me!

sábado, 21 de agosto de 2010

Pastoral da Sobriedade oferece mais um Curso de Capacitação


“Quem sabe lidar com a vida, não entra nas drogas”

A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Sobriedade oferece mais um curso de capacitação para quem deseja integrar essa Pastoral e ajudar no trabalho de prevenção e recuperação da dependência química e outras dependências.

O curso acontecerá no Centro de Pastoral, “Maria Mãe da Igreja” dos dias 23 a 26 de agosto de 2010, das 18h30min às 21h30min. A inscrição é de R$ 80,00. Nesse valor está incluído o material a ser usado.

A coordenação insiste que é necessário organizar esta pastoral em sua comunidade, em sua paróquia. O mal está bem articulado, é preciso articular melhor ainda o bem. “O que está em jogo é a dignidade da pessoa humana, cuja defesa e promoção nos foram confiadas pelo Criador, tarefa a que estão rigorosa e responsavelmente obrigados os homens e as mulheres em todas as conjunturas da história.” (João Paulo II)

Informações com Rogério pelo telefone (85) 3388 8717/8687-9628.

Fonte: Sobriedade Fortaleza.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Recuperação

Refeições medicinais para os dias de abstinência :

Fatos firmados:
- Quanto mais precoce e rápido for o aporte de comida e líquidos, mais rápida será a recuperação do viciado que está cruzando os perigosos momentos da síndrome de abstinência .
- Quanto maior for a quantidade de líquidos e comida aportando no organismo do viciado combalido pelo stress da síndrome de abstinência, menos intensos serão os sintomas desta síndrome.
- A boa hidratação e o aporte energético de comida respondem na íntegra, pela recuperação do viciado em fase de abstinência.
- Se o viciado, em fase de abstinência e conscientemente lúcido puder engolir, sem problemas, sólidos e líquidos, aconselhamos o uso das receitas energéticas abaixo relacionadas:

Beterraba
Descasque 3 beterrabas previamente cozidas. Após fatiá-las, triture-as no liquidificador com 6 copos d´água. Junte 1 concha de caldo de carne, leve ao fogo. Engrosse a mistura com 1 colher de sopa de creme de arroz. Quando estiver fervendo, adicione 2 colheres de sopa de molho inglês.
Esta refeição serve para combater a desnutrição, a anemia por carência de ferro e a desidratação. É rica em potássio, silício, sódio, cloro, zinco, manganês, ferro, cobre e vitaminas.

Cebola
Descasque 5 cebolas médias, fatiando-as em anéis finos. Aqueça 1/4 de xícara de manteiga em uma panela. Junte as cebolas, cozinhando-as em fogo brando até que fiquem macias. Aumente depois o fogo, deixando as cebolas dourarem. Retire a panela do fogo, junte 5 xícaras de caldo de carne, levando para cozinhar novamente durante 30 minutos. Antes de servir, adicione 5 fatias de pão torrado. Cubra a sopa com 1 xícara de queijo parmesão. O sal fica a gosto de cada um.
Esta é uma refeição energética, hidratante, rica em selênio. O selênio é um potente antioxidante, que protege as membranas celulares contra possíveis agressões.

Caqui
Bata no liquidificador 3 xícaras de polpa de caqui, açúcar a gosto e uma lata de creme de leite. Guarde na geladeira. Sirva gelado.
Esta é uma refeição energética, inimiga da inapetência. É rica nas vitaminas A e C.

Alface
Junte, numa panela, 4 xícaras de água fria, 1 colher e meia de chá de sal, 2 xícaras de batatas cortadas, 1 colher de sopa de cebola picada. Deixe a mistura ferver até que a batata esteja realmente cozida. Acrescente 1 xícara de alface picada, cozinhando até que ela fique desfeita. Coe, misture agora 1 colher e meia de azeite com 2 xícaras de leite quente, e junte à sopa. Adicione sal a gosto.
Esta é uma refeição energética, hidratante, rica nas vitaminas B e ácido fólico.

Legumes fortes
Cozinhar 1 molho de couve, 250 gramas de abóbora, 3 molhos de espinafre com 1 litro de água, sal, 1 tablete de caldo de carne. Quando os vegetais estiverem bem cozidos, passar no liquidificador. Servir quente, salpicando queijo parmesão por cima.
Esta é uma refeição energética, hidratante, rica em vitaminas e minerais.

Refeições energéticas para os dias depressivos do viciado em drogas:

Batata-roxa
Faça uma calda em ponto de fio forte com 2 quilos de açúcar e 1/2 litro d´água. Junte 2 quilos de batata-roxa previamente cozida e passada na peneira. Acrescente 5 cravos-da-índia. Cozinhe até ver o fundo da panela. Está pronta para servir.

Cenoura
Coloque, numa panela, 2 copos de cenoura ralada, 4 copos de açúcar, 100 gramas de coco ralado, 1 colher de sopa de manteiga, 2 copos de leite. Leve ao fogo, dando o ponto de doce de leite.

Abacate
Cortar em cubos um abacate de tamanho médio, acrescentando 2 colheres de chá de açúcar, 2 colheres de sopa de maionese e o suco de uma laranja-lima. Misturar levemente com um garfo. Está pronto para servir.

Caqui
Misture 3 xícaras de polpa de caqui, 1 xícara de creme de leite, 1 pacote de gelatina sem sabor, previamente dissolvida em 1 xícara de café de água fervendo, açúcar a gosto, 1 colher de sopa de araruta, 2 colheres de sopa de manteiga, 4 claras em neve bem batidas. Bata a mistura até tomar ponto. Coloque na geladeira de um dia para outro.

Maçã
Bata 250 gramas de manteiga com 250 gramas de açúcar. Junte 250 gramas de farinha de trigo, 4 claras em neve, 4 gemas, 3 colheres de sopa de leite, 2 colheres de chá de fermento em pó, 1/2 colher de café de sal. Vá batendo a mistura sempre. Unte a forma de torta, despeje a massa e cubra com 4 maçãs cortadas em tiras, polvilhadas com açúcar. Leve ao forno.

Goiaba
Faça uma calda com 1 quilo de açúcar, cravo e canela em pau. Coloque em seguida 1 quilo de goiabas. Cozinhe-as até ficarem vermelhas.

Laranja
Com 1/2 quilo de açúcar, faça uma calda em ponto de pasta. Bata 6 claras em neve e reserve. Misture 6 gemas com a calda de açúcar e o caldo de 2 laranjas e leve esta mistura ao fogo, acrescentando agora as 6 claras em neve. Mexa até aparecer o fundo da panela.

Refeições energéticas para viciados desnutridos:

Coco
Bata no liquidificador, até que se forme uma pasta homogênea, os seguintes ingredientes: 1 copo de coco fresco ralado, 1 colher de chá de açúcar, 1 maço de coentro, sal a gosto, 1 colher de sopa de suco de limão, 1 cebola média picada, 1 pimenta verde, 2 fatias de pão de forma. Comer espalhando a pasta sobre fatias de pão integral.

Ovos
Bata 4 ovos em uma tigela. Tempere com sal e pimenta. Junte 50 gramas de queijo gruyere (ou queijo-de-minas). Aqueça o óleo vegetal numa frigideira. Coloque agora a mistura dos ovos com queijo, puxando-a com o garfo das bordas para o centro, assim que a omelete começar a secar. Quando secar de um lado, dobra-se uma parte sobre a outra. Está pronta para servir.

Leite de soja
Pôr de molho 1 1/2 copo de feijão-soja durante 24 horas. Ferver água em uma panela, para aquecer os grãos. Colocar os grãos na água quente, por alguns minutos, e escorrer. Bater no liquidificador, juntamente com 1/2 litro de água fervente. Despejar em uma vasilha para esfriar. Coar em pano ralo. Bater novamente o bagaço com mais 1/2 litro de água fervente e juntar ao primeiro leite. Temperar a gosto.

Queijo de soja
Este produto é resultante da coagulação do leite de soja, que foi azedado, sendo então submetido a fervura e coado em seguida.
Modo de fazer: Junte o suco de 1 limão a 1 litro de leite de soja. Depois de estar coalhado, ferva e coe em um pequeno saco de pano. Comprima-o bem, na forma, e conserve no refrigerador até adquirir a consistência peculiar do queijo. Tire-o da forma e guarde mergulhado em água fria, ligeiramente salgada.

Carne
Refogue, com óleo vegetal, 2 tomates picados, 1 cebola picada, 1/2 xícara de azeitonas verdes picadas. Tempere com sal. Junte 1/2 quilo de carne moída, deixe cozinhar com a panela tampada. Acrescente molho inglês, 1/2 lata de creme de leite, 1 colher de sopa de Ketchup e 1/2 vidro de cogumelos. Misture bem, sem deixar ferver. Comer este recheio na forma de sanduiche.

Batata-doce
Descasque 1/2 quilo de batata-doce. Corte as batatas em quartos e, com uma mistura de mel e canela, vá pincelando-as enquanto são assadas no forno.

Maçã
Misture 1 1/2 xícara de beterraba cozida, cortada em cubos, com 1 1/2 xícara de maçã crua, também cortada em cubos, e 1/4 xícara de cebola em rodelas bem finas. Tempere a mistura com sal e 1/4 de colher de chá de noz-moscada. Coloque a massa formada num pirex untado com manteiga. Salpique manteiga por cima e cubra com papel de alumínio. Asse, por 1 hora, em forno pré-aquecido.

Refeições energéticas para os dias de infecção:

Aipo
Desmanche 2 cubos de caldo de galinha em 2 litros de água fervendo. Junte agora 1 peito de frango fatiado e 1 aipo cortado em tiras finas. Deixe cozinhar bem. Antes de servir, adicione à mistura 1 colher de sopa de creme de leite e 6 fatias de pão de forma cortadas em quadrados e devidamente torradas.

Legumes fortes
Coloque numa panela, contendo 2,5 litros de água, os seguintes ingredientes: 2 talos de aipo, 2 cenouras, 1/2 quilo de carne de músculo, 1 cebola, 1 chuchu, 1 fatia de abóbora, 2 tomates, 1 alho-poró, 2 batatas, 2 nabos, 2 folhas de louro. Ferva a mistura até cozinhar a carne e os legumes. Retire a carne (que poderá ser aproveitada em outro prato) e passe o caldo da sopa e os legumes no liquidificador.
Esta sopa dispensa a adição de manteiga ou margarina.

Espinafre
Cozinhe 2 molhos de espinafre juntamente com 1 cubo de caldo de carne diluído previamente em água fervente. Passe a mistura no liquidificador e depois na peneira. Frite 6 fatias de bacon, até que se forme uma farofa. Reserve. Antes de servir, adicione à sopa 1 colher de sobremesa de creme de leite e o farelo de bacon.

Feijão-preto
Deixe 1 xícara de feijão-preto de molho em água, de um dia para o outro. Cozinhe o feijão em 2 litros de água, esperando até que fique macio. Em 1 colher de sopa de óleo vegetal, frite 2 cebolas fatiadas em rodelas e 2 dentes de alho esmagados. Reserve. Acrescente agora ao feijão os seguintes ingredientes: as cebolas, os dentes de alho, sal a gosto, 2 folhas de louro, 1 xícara de extrato de tomate e 4 batatas fatiadas. Tampe a panela e deixe cozinhar até que a batata fique macia.

Laranja
Coloque num liquidificador os seguintes ingredientes: 1/2 xícara de suco de laranja, 1 copo de iogurte natural (200 gramas), 1 colher de sopa de mel. Bata durante 4 minutos. Está pronto para servir.

Refeições que hidratam o corpo desnutrido do viciado em drogas:

Beterraba
Refogue 2 beterrabas grandes, previamente cortadas em fatias, com 2 colheres de sopa de manteiga. Junte em seguida 2 alhos-porós picados, fatias de 1 cebola grande e 1/2 repolho pequeno fatiado. Deixe refogar lentamente, durante 1/2 hora, com a panela tampada. Junte agora 2 litros de caldo de carne e deixe ferver lentamente por mais 1 hora. Acrescente o sumo de 2 beterrabas cruas raladas e passadas num pano de prato. Junte à mistura 4 salsichas cozidas, previamente fatiadas. Ferva durante mais 5 minutos. Antes de servir, ponha em cada prato um pouco de salsa picada e 1 colherada de leite azedo.

Repolho
Cozinhe 1/2 xícara de arroz cru em 2 litros de caldo de galinha, acrescentando mais água se necessário. Tempere com 1 colher de sopa de massa de tomate. Antes de servir, acrescente 2 xícaras de repolho cozido e fatiado. Ao servir, regue com um pouco de azeite.

Músculo
Corte 1 ramo de salsa e cebolinha em fatias bem finas. Reserve. Pique 250 gramas de músculos e 1 cenoura, cozinhando, juntamente com 1 cebola grande, 1 dente de alho, 1 pimentão vermelho, 4 tomates sem sementes e sem pele, em uma porção de água e sal. Assim que a água ferver, deixe cozinhar por 1/2 hora até que a carne fique macia. Tempere com sal e pimenta-do-reino (a gosto). Coe e sirva bem quente. Antes de servir, salpique a salsa e a cebolinha.

Batata-baroa (mandioquinha)
Cozinhe 1/2 quilo de batata-baroa descascada, em água. Passe no liquidificador, com um pouco de água. Junte 1 litro de caldo de galinha concentrado, 3 colheres de salsa e cebolinha picadas, 1 copo de leite, 1 colher de sopa de margarina (ou creme de leite fresco, se prefirir) e 1 colher de queijo parmesão ralado. Sirva bem quente.

Legumes fortes
Misture, em uma panela grande, os seguintes ingredientes: 2 folhas de louro, 1 colher de sopa de sal, 3 litros de água, 3 cenouras cortadas em rodelas, 3 cebolas bem picadas, 3 xícaras de salsão (aipo) picado, 3 alhos-poró cortados em rodelas, 6 cebolinhas verdes, 8 talos de salsinha. Deixe levantar fervura. Abaixe o fogo e cozinhe, em panela tampada, por cerca de 2 1/2 horas. Escorra o líquido. O caldo de legumes está pronto para servir.

O leite na guerra contra a desnutrição do viciado em drogas:

Por causa da sua riqueza em proteínas (3,5 gramas/100 gramas), minerais (cálcio, fósforo, magnésio, potásio, iodo, ferro, zinco) e vitaminas (A, E, D, K, C, B, niacina, ácido fólico, B6, B12), o leite está indicado como arma de guerra para recuperar nutritivamente qualquer viciado combalido pela ação dos tóxicos.

Leite e espinafre
Cozinhe, durante 5 minutos, 1 maço de espinafre em 2 xícaras de chá de água. Bata no liquidificador e guarde. Doure 1 cebola média ralada com 3 colheres de sopa de óleo. Adicione o epsinafre batido juntamente com 4 colheres de sopa de maisena previamente dissolvida em 2 xícaras de chá de leite. Cozinhe até ferver, mexendo sempre. Tempere com sal e noz-moscada (a gosto). Acrescente 1/2 xícara de queijo ralado.
Esta é uma refeição energética, protéica, rica em ferro.

Leite e queijo
Desmanche previamente 200 gramas de maisena em 1 litro de leite. Misture agora com 200 gramas de queijo ralado, 50 gramas de manteiga, 1 colherzinha de sal. Leve a mistura ao fogo, mexendo sempre até que cozinhe e fique tudo ligado. Despeje numa forma untada.
Este requeijão é riquíssimo em proteínas.

Leite e batatas
Lavar e limpar 1/2 quilo de batatas e 2 cebolas grandes. Fritar por 5 minutos numa caçarola com 2 colheres de sopa de azeite. Não permitir que as batatas e as cebolas fiquem douradas. Juntar 2 xícaras de água, deixando cozinhar até que as batatas bem tenras. Passar por uma peneira, acrescentado na sopa, 1 xícara de leite. Levar novamente ao fogo. Quando estiver fervendo, juntar 1 colher de sopa de farinha de trigo. Deixe ferver por 10 minutos. Servir quente.
Esta sopa é altamente energética e hidratante.

Leite e arroz
Cozinhe 1 xícara de arroz na água, sem deixar amolecer completamente. Junte 3 copos de leite, açúcar (a gosto), pó de canela em pau (a gosto). Deixe a mistura no fogo até ficar bem mole. Depois junte 2 gemas, mexa rapidamente e leve novamente ao fogo, sem deixar ferver. Tire do fogo, junte 1 colher de chá de margarina, mexa para derreter. Polvilhe com canela em pó.
Esta refeição de arroz-doce é altamente energética, está indicada para pessoas debilitadas pela ação dos tóxicos.

Leite e abóbora
Cozinhe 250 gramas de abóbora com água fervendo. Acrescente sal, canela e cravo. Passe depois no liquidificador. Leve novamente ao fogo, na mesma água em que foi cozida, juntando 75 gramas de queijo branco. Deixe ferver. Em seguida, coloque 170 gramas de açúcar e 1 copo de leite. Leve a mistura ao fogo brando, mexendo sempre. Engrosse com farinha de trigo dissolvida previamente em um pouco de água.
Este mingau de abóbora é altamente energético e mineralizante.

(Salvar o Filho Drogado - Dr. Flávio Rotman - 2ª edição - Editora Record)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Em 72%, a intervenção breve diminui risco para dependência de álcool, aponta pesquisa da Unifesp

O processo de intervenção exige muito pouco recurso para ser desenvolvido e pode indicar precocemente a propensão ao uso abusivo de álcool e outras drogas.


Estudo inédito desenvolvido pela Unidade de Dependência de Drogas (UDED), setor ligado ao Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que a Intervenção Breve (IB) foi capaz de diminuir os problemas associados ao uso de risco de álcool em 72% dos casos. Essa redução foi, no mínimo, duas vezes maior, se comparada à observada nos pacientes que responderam apenas ao questionário de triagem e receberam a devolutiva simples (33,8%).

Foram avaliadas 4.335 pacientes, dos quais 208 foram considerados usuários em nível de risco para a saúde, em álcool. Eles foram atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos Programas de Saúde da Família (PSF), assim como nos Centros de Tratamento de DST/ AIDS da Unifesp e do Governo de São Paulo. Os funcionários que aplicam a técnica foram treinados para utilizar o ASSIST (questionário de triagem de álcool, tabaco e outras substâncias, desenvolvido por pesquisadores da Organização Mundial da Saúde - OMS) que classifica o nível de risco do uso de álcool e outras drogas, seguido pela Intervenção Breve para os casos de uso abusivo.

A Intervenção Breve é uma técnica de tratamento em curto prazo, ou seja, de orientação breve e focal, dirigida para as pessoas que fazem uso nocivo de álcool e outras drogas, em níveis que podem causar riscos à saúde ou à vida social, mas que ainda não desenvolveram dependência. Aplicada por profissionais capacitados que atuam nas UBS e PFS, a intervenção trabalha a auto-estima do paciente e, paralelamente, utiliza estratégias que auxilia no desenvolvimento de suas próprias estratégias para atingir a abstinência total ou moderada da droga. “Mostramos ao paciente a necessidade de se cuidar agora antes que ele se torne dependente e, para isso, no primeiro atendimento é firmado um compromisso para que ele compareça em uma próxima entrevista (o seguimento), na qual se reaplica o instrumento de triagem (ASSIST) para que possa medir o resultado da Intervenção”, afirma Vânia Vianna, psicóloga e pesquisadora da UDED.

De acordo com a especialista, a técnica ainda tem outras vantagens como rapidez na aplicação da intervenção, que dura em média de 30 a 40 minutos, facilidade de ser aplicada por qualquer profissional da área da saúde (desde que treinado adequadamente), além de não utilizar, em nenhum momento, medicação farmacológica durante o tratamento.

Os resultados confirmam que uma única sessão de Intervenção Breve, dirigida aos usuários de risco, é efetiva na redução do consumo e dos problemas associados ao uso de álcool. “Os resultados das pesquisas comprovam que a IB é barata, efetiva e demanda pouco recurso para ser desenvolvida”, afirma a Dra Maria Lucia Souza Formigoni, docente do Departamento de Psicobiologia da Unifesp e pesquisadora principal do estudo.

A pesquisa faz parte de um estudo multicêntrico, envolvendo pesquisadores de outros estados brasileiros (Pará e Minas Gerais) dos EUA, Austrália e Índia, com apoio da OMS. Com base no sucesso das primeiras fases do projeto, a SENAD (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) patrocinou os cursos de extensão da Unifesp, realizados por cursos de Educação à Distância, que foram coordenados pelas professoras Maria Lúcia Formigoni, Denise de Micheli (Departamento de Psicobiologia) e Monica Parente Ramos (Departamento de Informática em Saúde).

Os cursos foram dirigidos aos profissionais de saúde (curso SUPERA) e lideranças religiosas (curso Fé na Prevenção) e de movimentos afins (AA, NA e comunidades terapêuticas) para capacitá-los nos procedimentos de triagem, utilizando instrumentos padronizados e associados à Intervenção Breve. Mais de 12 mil profissionais de saúde e quatro mil lideranças religiosas, incluindo pessoas de todos os estados brasileiros, já foram capacitadas por estes cursos. Desta forma, firma-se a ligação indissociável entre assistência, pesquisa e ensino.

Fonte: ABEAD
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