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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

SENAD promove 4ª edição do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, do Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Educação - MEC, promove a quarta edição do Curso de Prevenção ao Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas.


O curso é executado pela Universidade de Brasília – UnB, na modalidade de Educação a Distância - EaD. A atual edição oferece 25.000 vagas para educadores de escolas públicas de todo o Brasil. Nesta edição o curso será ampliado com a inclusão dos educadores dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Objetivo:

Capacitar educadores de escolas públicas para o desenvolvimento de programas de prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco no contexto escolar.

Metodologia:

Todo o processo de aprendizagem é interativo e os alunos terão acesso a várias ferramentas de EaD, incluindo um kit de material didático (livro-texto e vídeo ilustrativo), acesso à internet, participação em fóruns, chats e teleconferências com profissionais especialistas na área de prevenção e tratamento das questões relativas ao uso de álcool e outras drogas. Todo o conteúdo será atualizado, com acréscimo de mais um módulo de 60h para a supervisão e acompanhamento dos projetos de prevenção apresentados pelas escolas.

Os alunos serão acompanhados sistematicamente por tutores. Ao final do curso, os aprovados receberão certificado de curso de Extensão Universitária de 180 horas, emitido pela UnB.

Para maiores informações e inscrições acesse:

www.cursoeducadores.senad.gov.br

Autor: Assessoria Técnica

Fonte: SENAD

O risco do uso de xaropes

Os xaropes são formulações farmacêuticas que contêm grandes quantidades de açúcares, fazendo com que o líquido fique viscoso e seja responsável pelo transporte da substância medicamentosa que vai trazer o efeito benéfico. Na maioria dos xaropes para tosse, o medicamento ativo é a codeína, substância que vem do ópio, sendo, dessa maneira, um opiáceo natural. Está classificada entre os remédios mais ativos para combater a tosse e, por isso, é chamada de antitussígena ou béquica.


Mas, há outras maneiras de se preparar tais remédios. Em vez de colocá-los em um xarope, faz-se uma solução aquosa, às vezes com um pouco de álcool, tendo assim as chamadas "gotas para tosse".

A substância ativa contida nas gotas geralmente é a codeína. Existem ainda muitos xaropes para tratar a tosse que contêm certas plantas em sua fórmula, como por exemplo, o agrião e o guaco. Esses medicamentos, chamados de fitoterápicos, não têm os efeitos tóxicos da codeína nem causam dependência. O cérebro humano possui uma área chamada centro da tosse que comanda os acessos de tosse. Toda vez que ele é estimulado há emissão de uma ordem para que a pessoa tussa.

A codeína é capaz de inibir ou bloquear esse centro da tosse. Assim, mesmo que haja um estímulo para ativá-lo, o centro, bloqueado pela droga, não reage, ou seja, não dá mais ordem para a pessoa tossir, e a tosse que vinha ocorrendo deixará de existir.

Mas a codeína age em outras regiões do cérebro. Assim outros centros que comandam as funções dos órgãos são também inibidos. Com a codeína, a pessoa sente menos dor, pois ela é um bom analgésico, pode ficar sonolenta, e a pressão sanguínea, o número de batimentos do coração e a respiração podem diminuir.

A codeína possui vários efeitos das drogas do tipo opiáceos. É capaz de contrair a pupila, provocar sensação de má digestão e produzir prisão de ventre. Quando tomada em doses maiores que a terapêutica, produz acentuada depressão das funções cerebrais. Como consequência, a pessoa fica apática, a pressão do sangue cai, o coração funciona com grande lentidão e a respiração torna-se muito fraca. A pele fica fria, já que a temperatura do corpo diminui, e meio azulada ("cianose"), por causa da respiração insuficiente. A pessoa pode ficar em estado de coma, inconsciente e, se não for tratada, pode morrer.

A codeína leva rapidamente o organismo a um estado de tolerância. Isso significa que a pessoa que vem tomando xarope à base de codeína, por vicio, acaba por aumentar cada vez mais a dose diária. Assim, não é incomum saber de casos de pessoas que tomam vários vidros de xaropes ou de gotas para continuar sentindo os mesmos efeitos. E se elas deixam de tomar, estando já dependentes, surgem os sintomas da chamada síndrome de abstinência: calafrios, cãibras, cólicas, coriza, lacrimejamento, inquietação, irritabilidade e insônia, são os sintomas mais comuns. Os xaropes e as gotas á base de codeína podem ser vendidos nas farmácias brasileiras somente com a apresentação da receita do remédio, que fica retida para posterior controle. Infelizmente, isso nem sempre acontece.

OBID Fonte: O Tempo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mais sobre a Caminhada com Maria

Mais de 1,5 milhão de pessoas andando a pé por uma avenida de FORTALEZA de mãos dadas com Nossa Senhora!

Data: 15 de agosto de 2010, Domingo

Ponto de Partida: Igreja N.S. da Assunção (Vila Velha)

Ponto de Chegada: Catedral Metropolitana de Fortaleza (Centro)

Durante toda caminhada acompanhe as animações e orações pelo seu rádio portátil escutando as rádios:

Fm Dom Bosco 96,1

http://www.fmdombosco.com.br/site/

Shalom 690 AM

http://www.comshalom.org/po/index.php

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Caminhada com Maria Internacional

A Caminhada com Maria 2010 terá suas notícias divulgadas ao vivo para todo mundo em 4 línguas pelo twitter.com/caminhadamaria! Isso será feito através de uma equipe da Comunidade Recado que ará a tradução simultânea de todas as notícias enviadasa à central do twitter da Caminhada instalada na Catedral. Confira as mensagens enviadas aos veículos de comunicação internacionais em português, inglês e francês:


Português

Ao veículo de Comunicação:

A Caminhada com Maria é um evento que reune mais de um milhão e meio de pessoas em procissão por mais de 8 quilômetros pela cidade de Fortaleza, capital do estado brasileiro do Ceará. Uma capital litorânea com população de 2 milhões e 600 mil pessoas predominantemente católica. O evento conta com a participação de peregrinos vindos de diversas partes do país e do mundo. A caminhada começa às 15 horas e termina às 19 (horário de Brasília) com uma grande ação solene de coroação à imagem de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da cidade. Neste ano o evento conta com um blog (caminhadacommaria.blogspot.com) e um twitter (@caminhadamaria). Por ser um evento de magnitude internacional sempre registrado por sites, tvs e tablóides internacionais, o twitter estará postando notícias e fotos em tempo real em português, francês e inglês para livre utilização da imprensa.
 
Maiores informações: caminhadacommaria@hotmail.com

Efeitos e perigos das anfetaminas

As anfetaminas são drogas sintéticas, desenvolvidas na Alemanha em 1887, que estimulam a atividade cerebral. Por aliviarem o cansaço (embora a fadiga possa se apresentar de maneira ainda mais pronunciada ao fim do efeito), foram amplamente utilizadas pelas forças militares durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, porém, os governos tiveram de lidar com legiões de ex-combatentes que desenvolveram dependência.

De acordo com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a aceleração da atividade cerebral proporcionada pelas anfetaminas deixa o usuário mais "elétrico" e "desperto".

Além da aplicação mais usual no Brasil, como inibidores de apetite, essas drogas, popularmente também conhecidas como "rebites" ou "bolinhas", são ingeridas por profissionais que precisam estender a jornada de trabalho ao limite. O exemplo mais comum é dos caminhoneiros que têm de cumprir prazos apertados de entrega de cargas. O uso também é verificado entre estudantes que passam noites em claro. As drogas ilícitas ecstasy (MDMA ou metilenodioximetanfetanima) ou ice (metanfetamina) também fazem parte do grupo das anfetaminas.

Por causarem perda de sono e de apetite, as anfetaminas levam o organismo a funcionar acima de sua capacidade, o que é prejudicial à saúde. Quando a pessoa que faz uso de maneira não controlada e supervisionada por um médico para de tomar, sente o efeito inverso, falta de energia (astenia), sentindo-se deprimida e incapacitada para as atividades do dia-a-dia.

Segundo o Cebrid, outros efeitos provocados pelas anfetaminas são dilatação das pupilas e taquicardia. Pessoas com problemas cardíacos e de pressão alta não podem usar essas substâncias sem estrito acompanhamento médico. Doses exageradas podem produzir agressividade, irritabilidade, paranoia, convulsões e até delírio de perseguição e alucinações.

Fonte: Jornal do Senado

O que acontece após usar cocaína pela primeira vez?

Os primeiros efeitos de curta duração são quase imediatos com sensação de grande euforia e prazer. Mas após isso, vem sensações desagradáveis (excitação, hiperatividade, perda da sensação de cansaço, falta de apetite e insônia). Muitas vezes provoca fissura (vontade incontrolável de viver de novo as sensações prazerosas o que o leva a tomar repetidas doses em curtíssimo espaço de tempo) que causa irritabilidade, agressividade, delírios e alucinações, além da possibilidade de aumento da temperatura, hipertensão e taquicardia, que pode levar a uma fibrilação ventricular e à morte.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dinheiro gasto com cigarro em um ano pode pagar resort de luxo

Representante de vendas que fumava dois maços por dia já planeja o que fazer com os valores que passou a economizar desde que parou com o cigarro.

Todo fumante sabe o quanto fuma e, pelo menos de curiosidade, já deve ter feito as contas para saber o quanto gasta com cigarro. Há também quem nem queira saber o tamanho do prejuízo. Mas quem já parou de fumar começa a planejar onde pretende investir o dinheiro que o tabaco consumia diariamente.

A representante de vendas Rosana Manso, de 50 anos, parou de fumar há uma semana e já começa a fazer as contas. Ela fumava dois maços por dia, ao custo de R$ 4 cada. Em um mês, eram R$ 224 "queimados" em cigarros. E o que fazer com esse dinheiro? "Já pensei em tanta coisa... Viajar, trocar de carro. Mas por enquanto estou guardando o dinheiro", afirmou Rosana, que também sente os benefícios em sua saúde. "Já consigo até subir escadas sem me cansar", disse.

Se Rosana mantiver o compromisso de parar de fumar, daqui um ano terá economizado R$ 2.688. Com esse valor, ela poderá pagar à vista um pacote para passar uma semana em um resort de luxo em Porto de Galinhas, com hospedagem, passagem aérea e alimentação incluídas. E ainda teria troco, pois o pacote custa R$ 2.498 em uma empresa de turismo. "Seria um sonho. Não conheço Porto de Galinhas", disse, antes de iniciar mais uma sessão no Centro de Referência de Álcool, Tabagismo e Drogas (Cratod), da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Rosana procurou ajuda depois que soube que a mãe, de 65 anos, foi diagnosticada com câncer no pulmão devido ao tabagismo. "Infelizmente, eu sentia prazer no cigarro. Mas não posso mais arrumar justificativas para continuar fumando", disse.

Número de fumantes cai pela metade em 20 anos
O IBGE afirma que o número de fumantes no país representa 17,2% da população, contra 33% em 1989. Hoje, fumam 25 milhões, contra 26 milhões que deixaram de ser dependentes, ou 18,2%.

Dependência psicológica atinge 50% dos fumantes
Pesquisa do Hospital AC Camargo aponta que a dependência química grave à nicotina atinge 20% dos fumantes. Já em 50% dos casos, o consumo é mantido por dependência psicológica.

Maioria prova o primeiro cigarro antes dos 19 anos
Outro dado da pesquisa realizada pelo Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT), do Hospital AC Camargo, revela que em 90% dos casos as pessoas começaram a fumar antes dos 19 anos.

Autor: Regiane Soares
Fonte: Diário de São Paulo

Além de reduzir desempenho sexual, tabaco afeta a fertilidade

Mulheres que não fumam têm o dobro de chances de engravidar, quando comparadas às fumantes.

Assim como já é advertido aos usuários nas caixas de cigarro, o tabagismo prejudica o desempenho sexual, pois diminui o fluxo sanguíneo nos órgãos genitais, interferindo negativamente na ereção masculina e lubrificação vaginal da mulher. Além disso, o hábito de fumar também pode afetar a capacidade de concepção. Mulheres que não fumam têm o dobro de chances de engravidar, quando comparadas às fumantes.

— No caso dos homens os dados ainda são inconclusivos, mas estudos sugerem que o tabagismo diminui o desejo sexual e afeta o número, a mobilidade e a morfologia dos espermatozóides — afirma André Malbergier, professor doutor e colaborador do Depto. de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Estudos importantes apresentam a relação entre o tabagismo e disfunção erétil , como por exemplo, o Massachusetts Male Aging Study, realizado nos Estados Unidos, que encontrou o dobro de chance de disfunção moderada ou completa em indivíduos que fumam há aproximadamente 10 anos. A tendência dos fumantes que ainda não estão motivados e preparados para parar de fumar é minimizar ou ignorar os dados que mostrem essa relação por meio de mecanismos de defesa psicológicos.

— Porém, esse fato pode ser um ´gancho´ para o tratamento e aumento da motivação dos fumantes. Já para os motivados, esses dados podem servir como um incentivo maior para a abstinência — diz o professor.

De acordo com a professora doutora Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, nas últimas décadas, com as mudanças de políticas públicas, incluindo a criação da lei antifumo, que proíbe que se fume em ambientes fechados de uso coletivo, há maior estímulo para mudanças de comportamento e procura por tratamento adequado.

— Muitos fumantes ainda desconhecem o tabagismo como fator de risco para a disfunção erétil. Por outro lado, a conscientização crescente da importância do problema e o surgimento de tratamentos mais eficazes são os grandes responsáveis pela mudança que já se percebe neste cenário — diz Carmita.

Recente pesquisa do Ministério da Saúde revelou entretanto que o número de fumantes vem caindo. De 2006 a 2009, o percentual de fumantes da população brasileira caiu de 16,2% para 15,5%.

Fonte: Bem-Estar/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

PENSE NISSO...

... "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e, de repente, você estará fazendo o impossível." (São Franscisco de Assis)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VIII CAMINHADA COM MARIA - 15 DE AGOSTO DE 2010

TEMA: Fica conosco Senhor

A Caminhada com Maria, em Fortaleza, teve seu inicio no ano de 2003, fazendo parte da programação do sesquicentenário - 150 anos - da Diocese do Ceará.

Com a Caminhada, a Arquidiocese de Fortaleza quer resgatar as origens cristãs e marianas da cidade de Fortaleza. Tem sido extraordinária a participação dos católicos, em todos estes anos.

Atualmente chega à marca de 1.300.000 participantes, confirmando a expressão da alma religiosa e mariana do povo fortalezense e cearense.


Fonte: Pascom da Arquidiocese de Fortaleza

Maconha, porta de saída?

A epidemia de crack é um dos fenômenos mais sérios na interface entre saúde pública e segurança. O que a faz particularmente grave é a reconhecida dificuldade de superar a dependência química. Pois bem, a Universidade Federal de São Paulo realizou pesquisa com 50 dependentes químicos de crack que foram submetidos a um tratamento experimental de redução de danos. Sob a coordenação do psiquiatra Dartiu Xavier, o grupo foi tratado com maconha. Daquele total, 68% trocou o crack pela maconha. Ao final de três anos, todos os que fizeram a troca não usavam mais qualquer droga (nem o crack, nem a maconha). Anotem aí: todos.

Imaginei que, com a divulgação destes resultados por Gilberto Dimenstein, na Folha de S. Paulo em 24 de maio, haveria grande interesse sobre o estudo. Nada. A resposta ao mais impressionante resultado de superação da dependência de crack no Brasil foi o silêncio. O uso medicinal da maconha tem sido admitido em dezenas de países, inclusive nos EUA. Por aqui, o tema segue interditado pela irracionalidade. É evidente que o consumo de maconha pode produzir efeitos danosos. Sabe-se que o abuso pode conduzir o usuário a problemas de concentração e memória e que em determinadas pessoas o uso está correlacionado à precipitação de surtos esquizofrênicos. Daí a criminalizar seu consumo e impedir experiências destinadas ao uso medicinal vai uma distância que tende a ser percorrida pela intolerância e pelo obscurantismo.

O psicofarmacologista Eduardo Carlini sustenta que o princípio ativo da maconha pode ser útil no combate à depressão e ao estresse. O mesmo tem sido dito por cientistas quanto ao tratamento do glaucoma, da rigidez muscular causado pela esclerose múltipla, ou como apoio aos pacientes com Aids, aos que sofrem do mal de Parkinson e aos que se submetem à quimioterapia em casos de câncer. Estudo da USP com pacientes que ingeriram cápsulas de canabidiol, um dos compostos encontrados na erva, demonstrou resultados positivos no tratamento da fobia social e na redução da ansiedade.

As oportunidades abertas por estudos do tipo, entretanto, assim como a necessária pesquisa, estão impugnadas no Brasil por um discurso preconceituoso e por uma legislação ineficiente e estúpida. Seguimos repetindo que a maconha é “a porta de entrada” para o consumo de drogas mais pesadas, o que pode traduzir tão-somente uma “falácia ecológica” (quando se deduz erroneamente a partir de características agregadas de um grupo), vez que o universo de consumidores de maconha é muitas vezes superior ao grupo dos dependentes de drogas pesadas que se iniciaram pela cannabis. Em outras palavras: é possível que a maconha seja mais amplamente uma opção alternativa às drogas pesadas e não uma droga de passagem. Independentemente disto, é possível que a maconha seja uma porta de saída para a dependência química por drogas pesadas. O que, se confirmado, será uma ótima notícia.

Marcos Rolim
Fonte: ABEAD

Passo da Semana (08 a 14/08): 5º- CONFESSAR

Senhor, CONFESSO meus pecados, e publicamente, peço teu perdão e o perdão dos meus irmãos. Absolve-me!

domingo, 8 de agosto de 2010

Droga reduz recaída em viciados em cocaína

Antibiótico diminui tendência de ratos voltarem a se drogar após "extinção" do vício

Um grande problema no tratamento de dependência química é a recaída: quando o paciente parece curado, eis que ele volta a se drogar. Um estudo em ratos, porém, mostra que um antibiótico ligado à aprendizagem pode reduzir essas recaídas em animais viciados em cocaína.

Recaídas ocorrem porque, após a desintoxicação, o indivíduo pode ser novamente exposto a estímulos que lembram os "bons tempos" do uso da droga. São amigos, lugares e objetos que foram associados ao consumo da substância. A chance de reincidir no vício pode ativar memórias que aumentam o desejo de se drogar.

Um dos tratamentos envolve a "extinção" dessa associação. Pacientes veem estímulos ligados à droga sem a contrapartida da substância. O objetivo é enfraquecer pouco a pouco essa ligação.

O problema é que a "extinção" é bastante dependente do contexto onde ela ocorre (consultório ou laboratório, por exemplo). Da porta para fora, a tentação volta.

O estudo, liderado pela neurocientista Mary Torregrossa, da Universidade Yale, nos EUA, e publicado na revista "Journal of Neuroscience", mostra que o antibiótico cicloserina-D, quando administrado após o processo de extinção, ajuda a evitar recaídas.

No experimento, ratos escutavam um som e recebiam cocaína (em solução) toda vez que apertavam uma alavanca. Após ficarem "viciados", os roedores foram submetidos a uma terapia de extinção: o tom soava, mas a cocaína não era entregue.

Isso enfraqueceu a associação entre o estímulo (tom) e a recompensa (cocaína), pois os ratos logo pararam de apertar a alavanca.

A aquisição do vício e a terapia ocorreram em gaiolas diferentes, simulando a diferença entre o contexto de uso da droga e o do tratamento.

Após a terapia, um grupo recebeu cicloserina-D e o outro, não. Ratos do primeiro grupo mostraram menor tendência a apertar a alavanca quando colocados de volta na primeira gaiola, onde o vício fora adquirido, indicando um menor índice de recaída.

"A cicloserina-D ajuda a consolidar o aprendizado de não associar a droga ao estímulo", explica Dartiu da Silveira, psiquiatra da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Em humanos, aspectos motores do vício, como o ato de cheirar um pó qualquer, também poderiam ser explorados durante a extinção", sugere Torregrossa.

Fonte: Folha de São Paulo - Luciano Grüdtner Buratto - Colaboração para a Folha\ UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

sábado, 7 de agosto de 2010

Salmo do Dia - SALMO 91

1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.

2 Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.

3 Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.

4 Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.

5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,

6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.

7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.

8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9 Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,

10 nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12 Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.

13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14 Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.

15 Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.

16 Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Senado aprova nova regra para comércio de anfetaminas

O Senado decidiu hoje endurecer as regras para a produção, importação, comercialização e prescrição de anfetaminas no País. A substância é utilizada em coquetéis para emagrecimento. Pelo projeto aprovado, a importação e exportação da substância dependerá de autorização a ser expedida por órgão sanitário competente.

O projeto aprovado proíbe ainda que médicos prescrevam a anfetamina junto com outras drogas do grupo como benzodiazepínicos, diuréticos, hormônios, extratos hormonais e laxantes com finalidade de tratamento da obesidade ou emagrecimento.

A notificação de receita, estabelece o texto aprovado pelo Senado, terá de ser feita apenas por profissionais cadastrados e de forma personalizada e intransferível. A receita ficará retida pelo estabelecimento que comercializar o produto.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela relatora da matéria, a senadora Rosalba Ciarlini. A proposta original, do senador Marcelo Crivella era ainda mais dura e pretendia banir o uso da anfetamina no Brasil.

Para apenas endurecer o uso, ao invés de proibir, Rosalba, que é médica, argumentou que existem indicações para o uso dessa droga, em especial no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da narcolepsia e da própria obesidade. A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde terá caráter terminativo. Após isso, o texto deve seguir diretamente para votação na Câmara.

Fonte: BOL Online

Evento em Recife discute as políticas de atenção às drogas

A Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) vai promover, nos dias 09 e 10 de setembro, a III Jornada Regional sobre Drogas, em Recife, Pernambuco, em parceria com o Ministério Público do Estado.

A jornada trará temas como a estruturação da rede de atenção ao uso de drogas por crianças e adolescentes, intervenção psicossocial com adolescentes em conflito com a lei, modelos de atenção e organização de serviços para usuários de crack, prevenção e tratamento do alcoolismo e do tabagismo, tabagismo, mídia e adolescência e terapia comunitária em diferentes contextos. As políticas de tratamento e prevenção da dependência de substâncias lícitas ou ilícitas serão pontos de discussão.

“O papel do poder público e suas ações precisam estar de acordo com o conhecimento científico e devem ser amplamente discutidas com a sociedade. Envolvem medidas em relação ao álcool, tabaco e outras drogas, publicidade, prevenção e tratamento”, comenta Carlos Salgado, presidente da Abead, que irá abrir o evento com a conferência “Bases científicas para políticas públicas em dependência química”.

Durante os dois dias de programação, voltada para profissionais e estudantes da área de saúde, serão apresentadas diversas conferências, um mini-curso, além de mesas de debate. As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas a partir do dia 10 de agosto.

Para mais informações, acesse: www.mp.pe.gov.br

Fonte: ABEAD

SALMO 140, 8-10

“ A ti, Senhor, eu elevo os meus olhos,
eu me refugio em ti, não me deixes indefeso;
guarda-me das armadilhas que armaram contra mim,
guarda-me das ciladas dos malfeitores.
Caiam os ímpios em suas próprias redes,
enquanto eu escapo, em liberdade!”

Dogma de Nossa Senhora da Assunção

                      

                 CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA PIO XII
                                  MUNIFICENTISSIMUS DEUS
                        DEFINIÇÃO DO DOGMA DA ASSUNÇÃO
                                     DE NOSSA SENHORA
                                 EM CORPO E ALMA AO CÉU

Introdução

1. Deus munificentíssimo, que tudo pode, e cujos planos de providência são cheios de sabedoria e de amor, nos seus imperscrutáveis desígnios, entremeia na vida os povos e dos indivíduos as dores com as alegrias, para que por diversos caminhos e de várias maneiras tudo coopere para o bem dos que o amam (cf. Rm 8,28).

2. O nosso pontificado, assim como os tempos atuais, tem sido assediado por inúmeros cuidados, preocupações e angústias, devido às grandes calamidades e por muitos que andam afastados da verdade e da virtude. Mas é para nós de grande conforto ver como, à medida que a fé católica se manifesta publicamente cada vez mais ativa, aumenta também cada dia o amor e a devoção para com a Mãe de Deus, e quase por toda parte isso é estímulo e auspício de uma vida melhor e mais santa. E assim sucede que, por um lado, a santíssima Virgem desempenha amorosamente a sua missão de mãe para com os que foram remidos pelo sangue de Cristo, e por outro, as inteligências e os corações dos filhos são estimulados a uma mais profunda e diligente contemplação dos seus privilégios.

3. De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a virgem Maria com particular e pleníssima complacência, quando chegou a plenitude dos tempos (Gl 4,4) atuou o plano da sua providência de forma que refulgissem com perfeitíssima harmonia os privilégios e prerrogativas que lhe concedera com sua liberalidade. A Igreja sempre reconheceu esta grande liberalidade e a perfeita harmonia de graças, e durante o decurso dos séculos sempre procurou estudá-la melhor. Nestes nossos tempos refulgiu com luz mais clara o privilégio da assunção corpórea da Mãe de Deus.

4. Esse privilégio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal memória, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato esses dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Porém Deus, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa.

5. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo até ao fim dos tempos.

6. Quando se definiu solenemente que a virgem Maria, Mãe de Deus, foi imune desde a sua concepção de toda a mancha, logo os corações dos fiéis conceberam uma mais viva esperança de que em breve o supremo magistério da Igreja definiria também o dogma da assunção corpórea da virgem Maria ao céu.

Petições para a definição dogmática

7. De fato, sucedeu que não só os simples fiéis, mas até aqueles que, em certo modo, personificam as nações ou as províncias eclesiásticas, e mesmo não poucos Padres do concílio Vaticano pediram instantemente à Sé Apostólica esta definição.

8. Com o decurso do tempo essas petições e votos não diminuíram, antes foram aumentando de dia para dia em número e insistência. Com esse fim fizeram-se cruzadas de orações; muitos e exímios teólogos intensificaram com ardor os seus estudos sobre este ponto, quer em privado, quer nas universidades eclesiásticas ou nas outras escolas de disciplinas sagradas; celebraram-se em muitas partes congressos marianos nacionais e internacionais. Todos esses estudos e investigações mostraram com maior realce que no depósito da fé cristã, confiado à Igreja, tatmbém se encontrava a assunção da virgem Maria ao céu. E de ordinário a conseqüência foi enviarem súplicas em que se pedia instantemente a definição solene desta verdade.

9. Acompanhavam os fiéis nessa piedosa insistência os seus sagrados pastores, os quais dirigiram a esta cadeira de S. Pedro semelhantes petições em número muito considerável. Quando fomos elevado ao sumo pontificado, já tinham sido apresentadas a esta Sé Apostólica muitos milhares dessas súplicas, vindas de todas as partes do mundo e de todas as classes de pessoas: dos nossos amados filhos cardeais do Sacro Colégio, dos nossos veneráveis irmãos arcebispos e bispos, das dioceses e das paróquias.

10. Por esse motivo, ao mesmo tempo que dirigíamos a Deus intensas súplicas, para que concedesse à nossa mente a luz do Espírito Santo para decidirmos tão importante causa, estabelecemos normas especiais em que determinamos que se procedesse com todo o cuidado a um estudo mais rigoroso da matéria, e se reunissem e examinassem todas as petições relativas à assunção da santíssima virgem, enviadas à Sé Apostólica desde o tempo do nosso predecessor de feliz memória, Pio IX, até ao presente.(1)

Consulta ao episcopado

11. Mas como se tratava de assunto de tanta importância e transcendência, julgamos oportuno rogar direta e oficialmente a todos os nossos veneráveis irmãos no episcopado, que nos quisessem manifestar explicitamente a sua opinião. Para tal fim, no dia 1° de maio de 1946, dirigimos-lhes a carta encíclica "Deiparae Virginis Mariae" em que fazíamos esta pergunta: "Se vós, veneráveis irmãos, na vossa exímia sabedoria e prudência, julgais que a assunção corpórea da santíssima Virgem pode ser proposta e definida como dogma de fé, e se desejais que o seja, tanto vós como o vosso clero e fiéis".

Doutrina concorde do magistério da Igreja

12. E aqueles que "o Espírito Santo colocou como bispos para reger a Igreja de Deus" (At 20, 28) quase unanimemente deram resposta afirmativa a ambas as perguntas. Essa "singular concordância dos bispos e fiéis" (2) em julgar que a assunção corpórea ao céu da Mãe de Deus podia ser definida como dogma de fé, mostra-nos a doutrina concorde do magistério ordinário da Igreja, e a fé igualmente concorde do povo cristão - que aquele magistério sustenta e dirige - e por isso mesmo manifesta, de modo certo e imune de erro, que tal privilégio é verdade revelada por Deus e contida no depósito divino que Jesus Cristo confiou a sua esposa para o guardar fielmente e infalivelmente o declarar. (3) De fato, esse magistério da Igreja, não por estudo meramente humano, mas pela assistência do Espírito de verdade (cf. Jo 14,26), e portanto absolutamente sem nenhum erro, desempenha a missão que lhe foi confiada de conservar sempre puras e íntegras as verdades reveladas; e pelo mesmo motivo transmite-as sem contaminação e sem lhes ajuntar nem subtrair nada. "Pois - como ensina o concílio Vaticano - o Espírito Santo foi prometido aos sucessores de Pedro não para que, por sua revelação, expressem doutrinas novas, mas para que, com sua assistência, guardassem com cuidado e expusessem fielmente a revelação transmitida pelos apóstolos, ou seja o depósito da fé". (4) Por essa razão, do consenso universal do magistério da Igreja, deduz-se um argumento certo e seguro para demonstrar a assunção corpórea da bem-aventurada virgem Maria. Esse mistério, pelo que respeita à glorificação celestial do corpo da augusta Mãe de Deus, não podia ser conhecido por nenhuma faculdade da inteligência humana só com as forças naturais. É, portanto, verdade revelada por Deus, e por essa razão todos os filhos da Igreja têm obrigação de a crer firme e fielmente. Pois, como afirma o mesmo concílio Vaticano, "temos obrigação de crer com fé divina e católica, todas as coisas que se contêm na palavra de Deus escrita ou transmitida oralmente, e que a Igreja, com solene definição ou com o seu magistério ordinário e universal, nos propõe para crer, como reveladas por Deus".(5)

Testemunhos da crença na Assunção

13. Desde tempos remotíssimos, pelo decurso dos séculos, aparecem-nos testemunhos, indícios e vestígios desta fé comum da Igreja; fé que se manifesta cada vez mais claramente.

14. Os fiéis, guiados e instruídos pelos pastores, souberam por meio da Sagrada Escritura que a virgem Maria, durante a sua peregrinação terrestre, levou vida cheia de cuidados, angústias e sofrimentos; e que, segundo a profecia do santo velho Simeão, uma espada de dor lhe traspassou o coração, junto da cruz do seu divino Filho e nosso Redentor. E do mesmo modo, não tiveram dificuldade em admitir que, à semelhança do seu unigênito Filho, também a excelsa Mãe de Deus morreu. Mas essa persuasão não os impediu de crer expressa e firmemente que o seu sagrado corpo não sofreu a corrupção do sepulcro, nem foi reduzido à podridão e cinzas aquele tabernáculo do Verbo divino. Pelo contrário, os fiéis iluminados pela graça e abrasados de amor para com aquela que é Mãe de Deus e nossa Mãe dulcíssima, compreenderam cada vez com maior clareza a maravilhosa harmonia existente entre os privilégios concedidos por Deus àquela que o mesmo Deus quis associar ao nosso Redentor. Esses privilégios elevaram-na a uma altura tão grande, que não foi atingida por nenhum ser criado, excetuada somente a natureza humana de Cristo.

15. Patenteiam inequivocamente esta mesma fé os inumeráveis templos consagrados a Deus em honra da assunção de nossa Senhora, e as imagens neles expostas à veneração dos fiéis, que mostram aos olhos de todos este singular triunfo da santíssima Virgem. Muitas cidades, dioceses e regiões foram consagradas ao especial patrocínio e proteção da assunção da Mãe de Deus. Do mesmo modo, com aprovação da Igreja, fundaram-se Institutos religiosos com o nome deste privilégio. Nem se deve passar em silêncio que no rosário de nossa Senhora, cuja reza tanto recomenda esta Sé Apostólica, há um mistério proposto à nossa meditação, que, como todos sabem, é consagrado à assunção da santíssima Virgem ao céu.

Testemunho da liturgia

16. De modo ainda mais universal e esplendoroso se manifesta esta fé dos pastores e dos fiéis, com a festa litúrgica da assunção celebrada desde tempos antiquíssimos no Oriente e no Ocidente. Nunca os santos padres e doutores da Igreja deixaram de haurir luz nesta solenidade, pois, como todos sabem, a sagrada liturgia, "sendo também profissão das verdades católicas, e estando sujeita ao supremo magistério da Igreja, pode fornecer argumentos e testemunhos de não pequeno valor para determinar algum ponto da doutrina cristã".(6)

17. Nos livros litúrgicos em que aparece a festa da Dormição ou da Assunção de santa Maria, encontram-se expressões que de uma ou outra maneira concordam em referir que, quando a virgem Mãe de Deus passou deste exílio para o céu, por uma especial providência divina, sucedeu ao seu corpo algo de consentâneo com a dignidade de Mãe do Verbo encarnado e com os outros privilégios que lhe foram concedidos. É o que se afirma, para apresentarmos um exemplo elucidativo, no Sacramentário enviado pelo nosso predecessor de imortal memória Adriano I, ao imperador Carlos Magno. Nele se diz: "É digna de veneração, Senhor, a festividade deste dia, em que a santa Mãe de Deus sofreu a morte temporal; mas não pode ficar presa com as algemas da morte aquela que gerou no seu seio o Verbo de Deus encarnado, vosso Filho, nosso Senhor".(7)

18. Aquilo que aqui se refere com a sobriedade de palavras costumeiras na Liturgia romana, exprime-se mais difusamente nos outros livros das antigas liturgias orientais e ocidentais. O Sacramentário Galicano, por exemplo, chama a esse privilégio de Maria, "inexplicável mistério, tanto mais digno de ser proclamado, quanto é único entre os homens, pela assunção da virgem". E na liturgia bizantina a assunção corporal da virgem Maria é relacionada diversas vezes não só com a dignidade de Mãe de Deus, mas também com os outros privilégios, especialmente com a sua maternidade virginal, decretada por um singular desígnio da Providência divina: "Deus, Rei do universo, concedeu-vos privilégios que superam a natureza; assim como no parto vos conservou a virgindade, assim no sepulcro vos preservou o corpo da corrupção e o conglorificou pela divina translação".(8)

A festa da Assunção

19. A Sé Apostólica, herdeira do múnus confiado ao Príncipe dos apóstolos de confirmar na fé os irmãos (cf. Lc 22,32), com sua autoridade foi tornando cada vez mais solene esta celebração. Esse fato estimulou eficazmente os fiéis a irem-se apercebendo mais e mais da importância deste mistério. E assim, a festa da assunção, que ao princípio tinha o mesmo grau de solenidade que as restantes festas marianas, foi elevada ao rito das festas mais solenes do ciclo litúrgico. O nosso predecessor S. Sérgio I, ao prescrever as ladainhas, ou a chamada procissão estacional, nas festas de nossa Senhora, enumera simultaneamente a Natividade, a Anunciação, a Purificação e a Dormição.(9) A festa já se celebrava com o nome de assunção da bem-aventurada Mãe de Deus, no tempo de S. Leão IV Esse papa procurou que se revestisse de maior esplendor, mandando ajuntar-lhe a vigília e a oitava. E o próprio pontífice quis participar nessas solenidades, acompanhado de imensa multidão. (10) Na vigília já de há muito se guardava o jejum, como se prova com evidência do que afirma o nosso predecessor S. Nicolau I, ao tratar dos principais jejuns "que... desde os tempos antigos observava e ainda observa a santa Igreja romana".(11)

20. A Liturgia da Igreja não cria a fé católica, mas supõe-na; e é dessa fé que brotam os ritos sagrados, como da árvore os frutos. Por isso os santos Padres e doutores nas homilias e sermões que nesse dia fizeram ao povo, não foram buscar essa doutrina à liturgia, como a fonte primária; mas falaram dela aos fiéis como de coisa sabida e admitida por todos. Declararam-na melhor, explicaram o seu significado e o fato com razões mais profundas, destacando e amplificando aquilo a que muitas vezes os livros litúrgicos apenas aludiam em poucas palavras, a saber, que com esta festa não se comemora somente a incorrupção do corpo morto da santíssima Virgem, mas principalmente o triunfo por ela alcançado sobre a morte e a sua celeste glorificação à semelhança do seu Filho unigênito, Jesus Cristo.

Testemunho dos santos Padres

21. S. João Damasceno, que entre todos se distingue como pregoeiro dessa tradição, ao comparar a assunção gloriosa da Mãe de Deus com as suas outras prerrogativas e privilégios, exclama com veemente eloqüência: "Convinha que aquela que no parto manteve ilibada virgindade conservasse o corpo incorrupto mesmo depois da morte. Convinha que aquela que trouxe no seio o Criador encarnado, habitasse entre os divinos tabernáculos. Convinha que morasse no tálamo celestial aquela que o Eterno Pai desposara. Convinha que aquela que viu o seu Filho na cruz, com o coração traspassado por uma espada de dor de que tinha sido imune no parto, contemplasse assentada à direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse o que era do Filho, e que fosse venerada por todas as criaturas como Mãe e Serva do mesmo Deus".(12)

22. Condizem com essas palavras de s. João Damasceno as de muitos outros que afirmam a mesma doutrina. E não são menos expressivas, nem menos exatas, as palavras que se encontram nos sermões proferidos pelos santos Padres mais antigos ou da mesma época, ordinariamente por ocasião dessa festividade. Assim, para citar outro exemplo, s. Germano de Constantinopla julgava que a incorrupção do corpo da virgem Maria Mãe de Deus, e a sua assunção ao céu são corolários não só da sua maternidade divina, mas até da santidade singular daquele corpo virginal: "Vós, como está escrito, aparecestes 'em beleza'; o vosso corpo virginal é totalmente santo, totalmente casto, totalmente domicílio de Deus de forma que até por este motivo foi isento de desfazer-se em pó; foi, sim, transformado, enquanto era humano, para viver a vida altíssima da incorruptibilidade; mas agora está vivo, gloriosíssimo, incólume e participante da vida perfeita".(13) Outro escritor antiquíssimo assevera por sua vez: "A gloriosíssima Mãe de Cristo, Deus e Salvador nosso, dador da vida e da imortalidade, foi glorificada e revestida do corpo na eterna incorruptibilidade, por aquele mesmo que a ressuscitou do sepulcro e a chamou a si duma forma que só ele sabe".(14)

23. À medida que a festa litúrgica se foi espalhando, e celebrando mais devotamente, maior foi o número de bispos e oradores sagrados que julgaram de seu dever explicar com toda a clareza o mistério que se venerava nesta solenidade e mostrar como ela estava intimamente relacionada com as outras verdades reveladas.

Testemunho dos teólogos

24. Entre os teólogos escolásticos, não faltaram alguns, que, pretendendo penetrar mais profundamente nas verdades reveladas, e mostrar o acordo entre a chamada razão teológica e a fé católica, notaram a estreita conexão existente entre este privilégio da assunção da santíssima Virgem e as demais verdades contidas na Sagrada Escritura.

25. Partindo desse pressuposto, apresentam diversas razões para corroborar esse privilégio mariano. A razão primária e fundamental diziam ser o amor filial de Cristo para o levar a querer a assunção de sua Mãe ao céu. E advertiam mais, que a força dos argumentos se baseava na incomparável dignidade da sua maternidade divina e em todas as graças que dela derivam: a santidade altíssima que excede a santidade de todos os homens e anjos, a íntima união de Maria com o seu Filho, e sobretudo o amor que o Filho consagrava a sua Mãe digníssima.

26. Muitas vezes os teólogos e oradores sagrados, seguindo os passos dos santos Padres,(15) para explicarem a sua fé na assunção, serviram-se com certa liberdade de fatos e textos da Sagrada Escritura. E assim, para mencionar só alguns mais empregados, houve quem citasse a este propósito as palavras do Salmista: "Erguei-vos, Senhor, para o vosso repouso, vós e a Arca de vossa santificação" (Sl 131, 8); e na Arca da Aliança, feita de madeira incorruptível e colocada no templo de Deus, viam como que uma imagem do corpo puríssimo da virgem Maria, preservado da corrupção do sepulcro, e elevado a tamanha glória no céu. Do mesmo modo, ao tratar desta matéria, descrevem a entrada triunfal da Rainha na corte celeste, e como se vai sentar a direita do divino Redentor (Sl 44,10.14-16); e recordam a propósito a esposa dos Cantares "que sobe pelo deserto, como uma coluna de mirra e de incenso" para ser coroada (Ct 3,6; cf. 4,8; 6,9). Ambas são propostas como imagens daquela Rainha e Esposa celestial, que sobe ao céu com o seu divino Esposo.

27. Os doutores escolásticos vislumbram igualmente a assunção da Mãe de Deus não só em várias figuras do Antigo Testamento, mas também naquela mulher, revestida de sol, que o apóstolo s. João contemplou na ilha de Patmos (Ap 12, ls.). Porém, entre os textos do Novo Testamento, consideraram e examinaram com particular cuidado aquelas palavras: "Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres" (Lc 1,28), pois viram no mistério da assunção o complemento daquela plenitude de graça, concedida à santíssima Virgem, e uma singular bênção contraposta à maldição de Eva.

Na teologia escolástica

28. Por esse motivo, nos primórdios da teologia escolástica, o piedosíssimo varão Amadeu, bispo de Lausana, afirmava que a carne da virgem Maria permaneceu incorrupta - nem se pode crer que o seu corpo padecesse a corrupção -, porque se uniu de novo à alma, e juntamente com ela penetrou na corte celestial. "Pois ela era cheia de graça e bendita entre as mulheres (Lc 1,28). Só ela mereceu conceber o Deus verdadeiro do Deus verdadeiro, e sendo virgem deu-o à luz, amamentou-o, trouxe-o no regaço, e prestou-lhe todos os cuidados maternos".(16)

29. Entre os escritores sagrados que naquele tempo com vários textos, comparações e analogias tiradas das divinas Letras, ilustraram e confirmaram a doutrina da assunção em que piamente acreditavam, ocupa lugar primordial o doutor evangélico s. Antônio de Pádua. Na festa da assunção, ao comentar aquelas palavras de Isaías: "glorificarei o lugar dos meus pés" (Is 60,13), afirmou com segurança que o divino Redentor glorificou de modo mais perfeito a sua Mãe amantíssima, da qual tomara carne humana. "Daqui, vê-se claramente", diz, "que o corpo da santíssima Virgem foi assunto ao céu, pois era o lugar dos pés do Senhor". Pelo que, escreve o Salmista: "Erguei-vos, Senhor, para o vosso repouso, vós e a Arca da vossa santificação". E assim como, acrescenta ainda, Jesus Cristo ressuscitou triunfante da morte e subiu para a direita do Pai, assim também "ressuscitou a Arca da sua santificação, quando neste dia a virgem Mãe foi assunta ao tálamo celestial".(17)

No período áureo

30. Quando, na Idade Média, a teologia escolástica atingiu o maior esplendor, s. Alberto Magno, para demonstrar essa verdade, apresenta vários argumentos fundados na Sagrada Escritura, na tradição, na liturgia e em razões teológicas, e conclui: "Por estas e outras muitas razões e autoridades, é evidente que a bem-aventurada Mãe de Deus foi assunta ao céu em corpo e alma sobre os coros dos anjos. E cremos que isto é absolutamente verdadeiro".(18) E num sermão pregado em dia da Anunciação de nossa Senhora, ao explicar aquelas palavras do anjo: "Ave, cheia de graça...", o doutor universal compara a santíssima Virgem com Eva, e afirma clara e terminantemente que Maria foi livre das quatro maldições que caíram sobre Eva.(19)

31. O Doutor Angélico, seguindo as pisadas do mestre, ainda que nunca trate expressamente do assunto, no entanto sempre que se oferece a ocasião fala dele, e com a Igreja católica afirma que o corpo de Maria juntamente com a alma foi levado ao céu.(20)

32. É da mesma opinião, entre outros muitos, o Doutor Seráfico, o qual tem como certo que, assim como Deus preservou Maria santíssima da violação do pudor e da integridade virginal ao conceber e dar à luz o seu Filho, assim não permitiu que o seu corpo se desfizesse em podridão e cinzas.(21) Aplica a santíssima Virgem, em sentido acomodatício, aquelas palavras da Sagrada Escritura: "Quem é esta que sobe do deserto, cheia de gozo, e apoiada no seu amado?" (Ct 8,5), e raciocina desta forma: "Daqui pode concluir-se que ela está ali corporalmente (na glória celeste)... Porque... a sua felicidade não seria plena se ali não estivesse em pessoa; ora a pessoa não é só a alma, mas o composto; logo é claro que está ali segundo o composto, isto é, em corpo e alma; de outro modo não gozaria de felicidade plena".(22)

Na escolástica posterior

33. Na escolástica posterior, ou seja no século XV, são Bernardino de Sena, resumindo e ponderando cuidadosamente tudo quanto os teólogos medievais tinham escrito a esse propósito, não julgou suficiente referir as principais considerações que os antigos doutores tinham proposto, mas acrescentou outras novas. Por exemplo, a semelhança entre a divina Mãe e o divino Filho, no que respeita à perfeição e dignidade de alma e corpo - semelhança que nem sequer nos permite pensar que a Rainha celestial possa estar separada do Rei dos céus - exige absolutamente que Maria "só deva estar onde está Cristo".(23) Portanto, é muito conveniente e conforme à razão que tanto o corpo como a alma do homem e da mulher tenham alcançado já a glória no céu; e, finalmente, o fato de nunca a Igreja ter procurado as relíquias da santíssima Virgem, nem as ter exposto à veneração dos fiéis, constitui um argumento que é "como que uma experiência sensível" da assunção.(24)

Nos tempos modernos

34. Em tempos mais recentes, as razões dos santos Padres e doutores, acima aduzidas, foram usadas comumente. Seguindo o comum sentir dos cristãos, recebido dos tempos antigos s. Roberto Belarmino exclamava: "Quem há, pergunto, que possa pensar que a arca da santidade, o domicílio do Verbo, o templo do Espírito Santo tenha caído em ruínas? Horroriza-se o espírito só com pensar que aquela carne que gerou, deu a luz, alimentou e transportou a Deus, se tivesse convertido em cinza ou fosse alimento dos vermes".(25)

35. De igual forma s. Francisco de Sales afirma que não se pode duvidar que Jesus Cristo cumpriu do modo mais perfeito o divino mandamento que obriga os filhos a honrar os pais. E a seguir faz esta pergunta: "Que filho haveria, que, se pudesse, não ressuscitava a sua mãe e não a levava para o céu?"(26) E s. Afonso escreve por sua vez: "Jesus não quis que o corpo de Maria se corrompesse depois da morte, pois redundaria em seu desdouro que se transformasse em podridão aquela carne virginal de que ele mesmo tomara a própria carne".(27)

36. Quando já tinha aparecido em toda a sua luz o mistério que se celebra nesta festa, não faltaram doutores que, em vez de tratar das razões teológicas pelas quais se demonstrasse a absoluta conveniência de crença na assunção corpórea da Virgem santíssima, voltaram o pensamento para a fé da Igreja, mística esposa de Cristo, sem mancha nem ruga (cf. Ef 5,27), que o Apóstolo chama "coluna e sustentáculo da verdade" ( 1Tm 3,15). E apoiados nesta fé comum pensaram que seria temerária, para não dizer herética, a opinião contrária. S. Pedro Canísio, como outros muitos, depois de declarar que o termo assunção se referia à glorificação não só da alma mas também do corpo, e que a Igreja há muitos séculos venerava e celebrava solenemente este mistério mariano, observa: "Esta opinião é admitida há vários séculos e tão impressa na alma dos fiéis, é tão recomendada pela Igreja, que quem negasse a assunção ao céu do corpo de Maria santíssima nem sequer seria ouvido com paciência, mas seria vaiado como pertinaz, ou mesmo temerário, e imbuído mais de espírito herético do que católico".(28)

37. Pela mesma época, o Doutor Exímio estabelecia esta regra para a mariologia: "Os mistérios da graça que Deus operou na virgem Maria não se devem medir pelas leis ordinárias, senão pela onipotência divina, suposta a conveniência do fato e a não contradição ou repugnância com as Escrituras".(29) E apoiado na fé de toda a Igreja, podia concluir que o mistério da assunção devia crer-se com a mesma firmeza que o da imaculada conceição, e já então julgava que ambas as verdades podiam ser definidas.

Fundamento escriturístico

38. Todos esses argumentos e razões dos santos Padres e teólogos apóiam-se, em último fundamento, na Sagrada Escritura. Esta nos apresenta a Mãe de Deus extremamente unida ao seu Filho, e sempre participante da sua sorte. Pelo que parece quase que impossível contemplar aquela que concebeu, deu à luz, alimentou com o seu leite, a Cristo, e o teve nos braços e apertou contra o peito, estivesse agora, depois da vida terrestre, separada dele, se não quanto à alma, ao menos quanto ao corpo. O nosso Redentor é também filho de Maria; e como observador perfeitíssimo da lei divina não podia deixar de honrar a sua Mãe amantíssima logo depois do Eterno Pai. E podendo ele adorná-la com tamanha honra, preservando-a da corrupção do sepulcro, deve crer-se que realmente o fez.

39. E convém sobretudo ter em vista que, já a partir do século II, os santos Padres apresentam a virgem Maria como nova Eva, sujeita sim, mas intimamente unida ao novo Adão na luta contra o inimigo infernal. E essa luta, como já se indicava no Protoevangelho, acabaria com a vitória completa sobre o pecado e sobre a morte, que sempre se encontram unidas nos escritos do apóstolo das gentes (cf. Rm 5; 6; lCor 15,21-26; 54-57). Assim como a ressurreição gloriosa de Cristo constituiu parte essencial e último troféu desta vitória, assim também a vitória de Maria santíssima, comum com a do seu Filho, devia terminar pela glorificação do seu corpo virginal. Pois, como diz ainda o apóstolo, "quando... este corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá o que está escrito: a morte foi absorvida na vitória" (1Cor 15,14).

40. Deste modo, a augustíssima Mãe de Deus, associada a Jesus Cristo de modo insondável desde toda a eternidade "com um único decreto" (30) de predestinação, imaculada na sua concepção, sempre virgem, na sua maternidade divina, generosa companheira do divino Redentor que obteve triunfo completo sobre o pecado e suas conseqüências, alcançou por fim, como suprema coroa dos seus privilégios, que fosse preservada da corrupção do sepulcro, e que, à semelhança do seu divino Filho, vencida a morte, fosse levada em corpo e alma ao céu, onde refulge como Rainha à direita do seu Filho, Rei imortal dos séculos (cf. 1Tm 1,17).

Oportunidade da definição

41. Considerando que a Igreja universal - que é assistida pelo Espírito de verdade, que a dirige infalivelmente para o conhecimento das verdades reveladas - no decurso dos séculos manifestou de tantas formas a sua fé; considerando que os bispos de todo o mundo quase unanimemente pedem que seja definida como dogma de fé divina e católica a verdade da assunção corpórea da santíssima Virgem ao céu; considerando que esta verdade se funda na Sagrada Escritura, está profundamente gravada na alma dos fiéis, e desde tempos antiquíssimos é comprovada pelo culto litúrgico, e concorda, inteiramente, com as outras verdades reveladas, e tem sido esplendidamente explicada e declarada pelos estudos, sabedoria e prudência dos teólogos - julgamos chegado o momento estabelecido pela providência de Deus, para proclamarmos solenemente este privilégio insigne da virgem Maria.

42. Nós, que colocamos o nosso pontificado sob o especial patrocínio da santíssima Virgem, à qual recorremos em tantas circunstâncias tristes, nós, que consagramos publicamente todo o gênero humano ao seu imaculado Coração, e que experimentamos muitas vezes o seu poderoso patrocínio, confiamos firmemente que esta solene proclamação e definição será de grande proveito para a humanidade inteira, porque reverte em glória da Santíssima Trindade, a qual a virgem Mãe de Deus está ligada com laços muito especiais. É de esperar também que todos os fiéis cresçam em amor para com a Mãe celeste, e que os corações de todos os que se gloriam do nome de cristãos se movam a desejar a união com o corpo místico de Jesus Cristo, e que aumentem no amor para com aquela que tem amor de Mãe para com os membros do mesmo augusto corpo. E também é lícito esperar que, ao meditarem nos exemplos gloriosos de Maria, mais e mais se persuadam todos do valor da vida humana, se for consagrada ao cumprimento integral da vontade do Pai celeste e a procurar o bem do próximo. Enquanto o materialismo e a corrupção de costumes que dele se origina ameaçam subverter a luz da virtude, e destruir vidas humanas, suscitando guerras, é de esperar ainda que este luminoso e incomparável exemplo, posto diante dos olhos de todos, mostre com plena luz qual o fim a que se destinam a nossa alma e o nosso corpo. E, finalmente, esperamos que a fé na assunção corpórea de Maria ao céu torne mais firme e operativa a fé na nossa própria ressurreição.

43. E é para nós motivo de imenso regozijo que este fato, por providência de Deus, se realize neste Ano santo que está a decorrer, e que assim possamos, enquanto se celebra este jubileu maior, adornar com esta pedra preciosa a fronte da Virgem santíssima, e deixar um monumento, mais perene que o bronze, da nossa ardente devoção para com a Mãe de Deus.

Definição solene do dogma

44. "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

45. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica.

46. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa definição da assunção corpórea da virgem Maria ao céu, queremos que se conservem esta carta para perpétua memória; mandamos também que, aos seus transuntos ou cópias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela mão de algum notário público, e munidas com o selo de alguma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, se lhes dê o mesmo crédito que à presente, se fosse apresentada e mostrada.

47. A ninguém, pois, seja lícito infringir esta nossa declaração, proclamação e definição, ou temerariamente opor-se-lhe e contrariá-la. Se alguém presumir intentá-lo, saiba que incorre na indignação de Deus onipotente e dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do jubileu maior, de 1950, no dia 1 ° de novembro, festa de todos os santos, no ano XII do nosso pontificado.

Eu PIO, Bispo da Igreja Católica assim definindo, subscrevi.

Fonte: Blog CCM.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Assembleia Geral da Pastoral da Sobriedade 2010

Entre os dias 31 de Julho e 01 de Agosto aconteceu em CURITIBA – PR, Assembléia Nacional da Pastoral da Sobriedade, onde a Arquidiocese de Fortaleza esteve presente com a participação do Srº Rogério Melo (Coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Sobriedade). Entre outras atividades, aconteceu a escolha da nova Coordenação Nacional da Pastoral da Sobriedade - Gestão 2010-2014, estudo do Estatuto da Pastoral, Elaboração e Articulação do Acampamento de Cura e Libertação da Pastoral da Sobriedade na Cancão Nova que irá ocorrer entre os dias 26 a 28 de Novembro de 2010.

    Fotos do Evento:


Pe. Ceconello, Ana Martins Godoy e Dalva Rodrigues - SP


  Equipe que se fez presente na posse da nova Gestão
   da Pastoral da Sobriedade Nacional 2010/2014.


Ronaldo - Coordenador Arquidiocesano da Pastoral da
Sobriedade em Curitiba com esposa, e Rogério Melo,
Coordenador de Formação Arquidiocesano da Pastoral da Sobriedade
Fortaleza.


Srª Ana Maria Godoy Pimenta - Coordenadora Nacional
da Pastoral da Sobriedade e Rogério Melo.






























Paroquia Pessoal Cristo Redentor para Dependentes
Químicos e seus Familiares

    
      Testemunho de um Agente da Pastoral



   Ernestina Bittes Flores
   Escritório Nacional da Pastoral da Sobriedade


   
   Pastoral da Sobriedade - Sede Nacional




















































Parabéns a Dom Irineu Danelon – Bispo Responsável Nacional;
Parabéns a Pe. Krüger – Assessor Eclesiástico Nacional;
Parabéns a Ana Martins Godoy Pimenta – Coordenadora Nacional
Parabéns a Pe. João Ceconello – Coordenação Nacional de Formação;


“Que Deus abençoe a todos, e que pela intercessão da mãe de todas as dores, nos dê muita saúde, perseverança, disciplina, e que os preferidos do pai continuem sendo nossa prioridade”

“Sobriedade e paz, só por hoje, graças a Deus”.

O Senhor te chama. Qual a tua resposta?

Vinde após mim e vos farei pescadores de homem (Mateus 4,19)

A Igreja nos convida neste mês de agosto a meditarmos sobre nossa adesão ao chamado de Cristo.

Somos escolhidos para uma vocação específica no anúncio do Reino. Por isso, é necessário que estejamos atentos aos sinais dos tempos para podermos responder com generosidade a esse chamado.

Além de assumi-la, somos convocados a rezar incansavelmente pelas vocações, pois o mesmo Senhor nos diz: A messe é grande mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe.(Mateus 9,37)

Todas as vezes que assim fazemos, manifestamos nosso desejo profundo de que a obra evangelizadora não pare, mas se perpetue, graças à resposta consciente de tantos convidados.

Seja Deus a Nossa Força.

Pe. Luís Erlin, cmf

Fonte: Rev. Ave maria

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cigarros contêm centenas de aditivos para tornar fumantes dependentes

Mais uma denúncia reacende a discussão em torno dos aditivos utilizados na produção de cigarros. Pesquisa divulgada ontem pelo Comitê Nacional para a Prevenção ao Tabagismo na Espanha (CNPT) revelou que os cigarros fabricados hoje usam metade do ‘tabaco autêntico’ que era utilizado há 40 anos. No lugar do tabaco, os fabricantes acrescentam de 400 a 600 substâncias que aumentam o potencial de dependência ao usuário do cigarro.

No documento, o CNPT também ressalta que “nicotina pura tem menos poder de tornar dependente que o tabaco vegetal”. Ou seja: se os cigarros não tivessem os aditivos, seria mais fácil se livrar da dependência.

“A grande maioria das marcas de cigarro usa aditivos que amenizam o gosto ruim e mascaram as substâncias tóxicas”, explica a técnica da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Cristina Perez.

Segundo a pesquisa, muitos dos produtos adicionados ao cigarro não oferecem isoladamente grandes riscos à saúde.

Mas, no processo de combustão, podem aumentar o poder de tornar o fumante dependente.

É o caso do açúcar, que se transforma em acetaldeído. A substância, além de ser cancerígena, potencializa os efeitos da nicotina. Já o mentol, usado em cigarros com sabores, aumenta o PH da nicotina, causando mais efeito no cérebro.

“Quase metade dos adolescentes que fumam optam por cigarros mentolados. Entre as mulheres, o índice também é altos.

Se fossem proibidos os aditivos, muitos jovens deixariam de experimentar”, diz Perez.

A denúncia do CNPT também destacou a falta de fiscalização do cigarro. Segundo o órgão, não há lei que regule o uso de aditivos. A única medida existente seria em relação aos níveis admitidos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono

Autor: Clarissa Mello
Fonte: O Dia Online

III Jornada Regional sobre Drogas - ABEAD/MPPE

O evento será realizado nos dias 09 e 10 de setembro no Recife, em Pernambuco. O tema desta edição é "Políticas Públicas na Atenção ao Uso de Drogas".

A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD), fundada em 1978, congrega profissionais que trabalham no campo da dependência química no Brasil, com afiliados e representações no país e no exterior. Reunindo psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, advogados, líderes comunitários, consultores, professores, entre outros associados, a ABEAD oferece uma vasta variedade de perspectivas e uma troca de experiências dinâmica e atualizada pela realização de eventos científicos em âmbito regional, nacional e internacional. Em suas jornadas, encontros, simpósios e congressos, a ABEAD tem oferecido a oportunidade de acesso ao que há de mais atualizado em pesquisas e estudos relacionados ao uso prejudicial ou abusivo de álcool e outras drogas.

Ao longo das últimas três décadas, a ABEAD vem desempenhando destacado papel na elaboração de políticas públicas sobre drogas, e a rede de pesquisadores que a compõe domina sobre os mais variados temas da área da dependência química, o que favorece o intercâmbio de ideias com especialistas convidados do país e do exterior.

No último Congresso Brasileiro da ABEAD, realizado em Bento Gonçalves – RS, foi apresentada a proposta de trazer o XXI Congresso para Recife – PE, com realização prevista para os dias 08 a 11 de setembro de 2011. Acatada com entusiasmo pelos presentes, esta conquista significa a retomada de um diálogo interrompido há mais de uma década, quando a região Nordeste sediou pela última vez um evento deste porte.

Durante todo o ano de 2010, diversos eventos preparatórios para o XXI Congresso têm sido realizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraíba. A Jornada Regional em Recife amplia este debate, e mantem uma parceria com o Ministério Público do Estado de Pernambuco, que já se revelou exitosa em anos anteriores, permitindo uma ação mais operacional aos diversos setores que lidam com esta problemática, oportunizando o acesso ao conhecimento científico sobre drogas para os componentes da rede de proteção de direitos da infância e da juventude.

As inscrições para a Jornada começam no dia 10 de agosto e serão disponibilizadas no site: www.mp.pe.gov.br


Fonte: ABDEAD

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O mal que faz o cigarro elétrico

Cientistas da Universidade da Califórnia concluíram que não é nada saudável fumar os chamados e-cigs, pois as tragadas são dobradas e o esforço das seguidas sucções acaba provocando danos à saúde.

Má notícia para quem apostava nos cigarros elétricos como alternativa saudável à versão tradicional. Uma pesquisa divulgada pela Universidade da Califórnia provou que, para fumá-lo, a pessoa precisa fazer um esforço maior durante a sucção, o que pode provocar danos à saúde. Os também chamados “e-cigarros” tornaram-se populares recentemente nos Estados Unidos. Trata-se de um tipo de tabaco com pouca nicotina diluída, que funciona à base de uma bateria e um carregador. A máquina que os pesquisadores usaram para simular o efeito do fumo eletrônico nos pulmões.

Criado na China, ele seria indicado como uma terapia para quem está largando o vício, pois, segundo os fabricantes, proporciona a mesma sensação do cigarro (1) normal, mas não possui alcatrão nem aditivos. O mecanismo do aparelho é compensador, semelhante aos adesivos de nicotina, que liberam uma dosagem da substância para satisfazer o usuário. Nos locais onde o aparelho é vendido, como nos Estados Unidos e em alguns países europeus, o e-cigarro também é consumido para driblar a proibição de fumaça em recintos fechados. Embora ele emita um vapor semelhante ao do fumo tradicional, é totalmente inodoro.

Até agora, são poucos os estudos sobre os potenciais danos do cigarro eletrônico. Ainda assim, a Organização Mundial de Saúde não recomenda o aparelho e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu sua importação e comercialização no Brasil. O e-cigarro é constituído por um atomizador (artefato que asperge o líquido em minúsculas gotas) e um cartucho vendido à parte, que contém nicotina e propilenoglicol, substância química sem cheiro e sem sabor, usada para criar a névoa falsa, semelhante à fumaça.

Quando o fumante suga o ar pelo cigarro eletrônico, um sensor ativa a bateria, que aquece a ponta. Ela fica vermelha e quente, simulando um cigarro normal. Enquanto isso, o atomizador vaporiza o propilenoglicol e a nicotina. Na inalação, o vapor leva uma dose de nicotina aos pulmões, sendo que o resíduo do aerosol é exalado para o ambiente. Como o e-cigarro não contém tabaco, ele está livre das quase 5 mil substâncias químicas e tóxicas da versão tradicional.

Descoberta:
Isso não quer dizer, porém, que o cigarro eletrônico seja saudável. Para testar seus efeitos sobre a saúde, os pesquisadores da Universidade da Califórnia usaram uma máquina e compararam as propriedades do fumo de oito cigarros convencionais e cinco marcas de eletrônicos. Eles descobriram que, para conseguir fumar os e-cigarros, é preciso aspirar com mais intensidade. Os cientistas também afirmam que, no caso dos eletrônicos, a densidade de aerosol cai depois de 10 tragadas, o que faz com que o fumante precise sugar ainda mais forte para conseguir produzir o gás pressurizado.

“Ainda é cedo demais para saber como exatamente os efeitos da forte inalação e da sucção do aerosol terão sobre a saúde humana, mas nos parece que o cigarro eletrônico parece levar as pessoas a fumarem mais, para compensar, assim como aconteceu anteriormente com os cigarros ´light´”, disse ao Correio Prue Talbot, professor de biologia e principal autor do estudo.

As marcas de cigarros convencionais examinadas e vendidas nos Estados Unidos foram Merit Ultra Lights, Marlboro Ultra Lights, Marlboro Lights, Marlboro Reds, Camel unfiltered, Camel Lights, Camel e Pall Mall. No caso dos e-cigarettes, foram estadas as marcas Liberty Stix, Crown Seven´s Hydro Kit, NJOY, Smoking Everywhere´s Gold Kit e VapCigs. “Nosso trabalho mostra que a densidade do aerosol diminuiu ao longo do uso dos e-cigarros, requerendo tragadas mais fortes para manter essa densidade. Os fabricantes sempre alegam que os cartuchos do cigarro eletrônico são equivalentes a um certo número de cigarros convencionais, mas essa informação não parece totalmente correta”, diz Talbot.

Dobro de tragadas:
Segundo o pesquisador, no laboratório foi constatado que, enquanto as 10 primeiras tragadas são similares às de um cigarro convencional, as posteriores não conseguem levar ao organismo o mesmo nível de nicotina, fazendo com que o fumante trague mais do que o dobro para ter a sensação de saciedade fornecida pelos cigarros normais.

Talbot garante que, ao contrário do que dizem os fabricantes, os e-cigarros são muito diferentes dos convencionais. “Em testes preliminares, observamos que algumas marcas de e-cigarro são mais difíceis de fumar. O interior deles é muito denso, comparando-se à porosidade que existe nos cigarros feitos com tabaco”, diz.

“Esse artigo é o primeiro estudo detalhado mostrando que uma pressão na inalação muito maior é necessária para fumar os e-cigarros”, disse, por meio da assessoria de imprensa da Universidade da Califórnia, Kamlesh Asotra, administrador do Programa de Pesquisas sobre Doenças Relacionadas ao Tabaco da instituição. “Baseado no resultado desse artigo, os usuários não apenas ficarão mais atentos sobre as características do vapor e das propriedades dos cigarros elétricos, mas também os fabricantes saberão que a funcionalidade de seus produtos é inconsistente”, acredita.

1 - Perdas irreversíveis:
O cigarro contém uma mistura de cerca de 5 mil substâncias tóxicas, entre elas o monóxido de carbono, o alcatrão, a nicotina e a água. O alcatrão, além dos radioativos urânio, polônio 210 e carbono 14, concentra 43 substâncias que provocam o câncer. Ressalte-se que a totalidade dos gastos sociais decorrentes do tabagismo supera em muito a arrecadação de impostos que ele proporciona: o câncer, segunda causa de morte por doença no país, é responsável por grandes gastos com tratamentos e internações hospitalares, uma vez que 90% dos cânceres de pulmão e 30% de todos os outros tipos de câncer são devidos ao tabagismo. As doenças cardiovasculares, primeira causa de morte no país, bem como a bronquite crônica e o enfisema, estão diretamente relacionadas ao uso de tabaco.

A onda agora é vaporar

Apesar da proibição da venda e importação do produto no Brasil, alguns sites driblam a determinação da Anvisa e continuam comercializando os cigarros eletrônicos. O Correio entrou em contato, por e-mail, com um vendedor, que disse ter a mercadoria para pronta entrega, por R$ 299. O vendedor alerta que o produto pode causar dependência e também avisa que “não existe nenhum estudo que comprove a eficácia do produto como método para parar de fumar ”. Porém, sabendo que está agindo fora da lei, ele também deixa claro que não autoriza a divulgação das informações enviadas pelo e-mail.

Existe, inclusive, um fórum on-line dedicado aos usuários do e-cigarro no Brasil. Entre eles, fumar o cigarro eletrônico é chamado de “vaporar”. Um dos participantes, de 29 anos, conta que os “e-cigs” “satisfazem muito bem, dá pra parar na boa”. Mas ele também relata que “quando eu comprei meu primeiro líquido, de 16mg, achei uma paulada, tipo um estoura peito mesmo”.

Exagero:
Segundo ele, com o tempo, o fumante vai se acostumando e “querendo cada vez mais”. Outro usuário, de 32, contou que precisa se “policiar” para não exagerar no consumo. “Eu levo 40 minutos da minha casa ao trabalho de carro. Vim vaporando de lá até aqui. Preciso me policiar, se não vai ser osso”, admite o fumante.

Já um usuário que não especificou a idade relatou, no fórum, sua experiência de 60 dias de uso do cigarro eletrônico. “Desde o primeiro dia, não fumei mais nem um cigarro convencional.” Segundo ele, respirar ficou mais fácil, e o pigarro sumiu. Mas ele também reconhece que está fumando mais do que nunca. “O fato de poder fumar dentro de meu escritório sem empestar o ambiente ou deixar cheiro, a empolgação com a novidade, a adaptação ao e-cig, bem como a sensação de que não faz tão mal me incentivaram a fumar mais que nunca. No começo, achei que fumaria menos, porque não tenho aquele compromisso de terminar um cigarro acesso, mas isso não aconteceu”, revela.


Fonte: Correio Braziliense/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

domingo, 1 de agosto de 2010

Alcoólatras em recuperação devem evitar bares? Tudo depende da genética

Segundo pesquisas, são seus genes que determinam se você vai, ou não, imitar o comportamento dos outros em relação à bebida.

Um estudo mostra que o gene de um receptor (dopamina D4, ou DRD4 para os íntimos) podem influenciar a sua sensibilidade sobre o consumo de álcool dos outros. O gene já foi associado em outras pesquisas a um comportamento ávido por novidades e ao consumo de chocolate e de cocaína.

Em um estudo conduzido no Instituto de Ciência Comportamental da Holanda, pesquisadores descobriram que os participantes que tinham uma versão distinta do gene DRD4 bebiam mais quando em contato com outras pessoas que bebiam bastante.

Na pesquisa os cientistas construíram um bar no laboratório – tudo em nome da ciência. Eles fizeram os participantes analisaram comerciais em pares e, durante a análise, eles tinham um intervalo no qual poderiam esperar no bar. Na verdade, os comerciais eram só fachada para que os voluntários não percebessem que o verdadeiro estudo estava no bar.
E o par de cada participante era, na verdade, uma pessoa que estava trabalhando com os cientistas. Esses “agentes disfarçados” recebiam instruções de quanta bebida deveriam tomar no bar e os cientistas observavam a cena para descobrir se o participante acompanhava o agente na quantidade de drinks.

Uma análise genética revelou que os voluntários que acompanharam os agentes em vários drinks tinham uma versão diferenciada do gene DRD4, conhecida como “sétimo alelo repetido”, enquanto os outros voluntários não apresentavam essa alteração.

Segundo Helle Larsen, uma das autoras do estudo, isso pode significar que alcoólatras com essa diferença genética teriam mais dificuldade para se recuperar, principalmente em companhia de pessoas que estejam bebendo.

Essa diferença genética pode ser prejudicial agora, mas os pesquisadores sugerem que ela era uma vantagem apresentada por alguns de nossos ancestrais. Eles deveriam arriscar e padronizar seu comportamento de acordo com outros para encontrar comida e abrigo.

Fonte: Hype Science/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

sábado, 31 de julho de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Estudo associa cigarro e substância de bebida energética a problema de coração

O estudo foi feito só em ratos, mas serve de alerta para os humanos que costumam unir bebidas energéticas e cigarro, uma mistura muito comum em baladas. Uma pesquisa feita na Unesp (Universidade Estadual Paulista) indica que um aminoácido chamado taurina, presente nos energéticos, em associação ao tabagismo prejudica a saúde do coração.

Sozinha, a taurina, que também é encontrada em alimentos de origem animal como carne bovina e de aves, peixes e mariscos, é um componente importante para o corpo.

O aminoácido, presente em grande quantidade no leite materno, tem função, por exemplo, no desenvolvimento cerebral do bebê. O composto também age no combate ao colesterol, regula funções do coração e estimula o cérebro.

O problema parece estar na associação entre o aminoácido e o cigarro. Na pesquisa, a nutricionista Fabiana Gouveia Denipote expôs ratos ao cigarro durante dois meses e também deu taurina diluída em água para os animais, que passaram por exames como o ecocardiograma enquanto estavam vivos.

Depois que os ratos foram sacrificados, a pesquisadora analisou a estrutura do coração deles e indicou que os animais ficaram com problemas no processo de diástole (quando o músculo cardíaco relaxa e o órgão se enche de sangue).

De acordo com Fabiana, o motivo provável dessa falha cardíaca é a interferência da taurina sobre uma proteína que leva o cálcio para o coração – essa substância é fundamental para o funcionamento do órgão, já que tem influência sobre a geração e modulação da atividade elétrica e também sobre o sistema de contração que permite o bombeamento de sangue para a circulação. Essa alteração poderia levar à insuficiência cardíaca.

Outra mudança notada foi a diminuição da utilização de gordura para a produção de energia do órgão e o aumento no uso de glicose (açúcar) no processo. Isso pode indicar uma redução na energia disponível para o funcionamento do coração.

A pesquisadora diz que são necessários mais estudos para concluir como a ligação entre a taurina e o tabagismo afeta o coração humano, mas que o estudo já serve de alerta para a população em geral. Ela ressalta também que na pesquisa foi usado o aminoácido puro (1,5 por dia) diluído em água, e não bebidas energéticas.

– É possível sugerir que isso aconteça em humanos também. Vale ficar de alerta porque isso pode acontecer com os homens também.

Fonte: R7 Notícias

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mais um Grupo de Auto Ajuda da Pastoral da Sobriedade

Nos dias 24 e 25 de Julho, aconteceu a solenidade de abertura de mais um grupo de Auto Ajuda da Pastoral da Sobriedade, agora na cidade de Cascavel, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição...

Sábado 24: Missa de Abertura



















Domindo 25: Mesa Redonda









Estiveram presente na solenidade a equipe da Arquidiocese de Fortaleza...

Mais fotos do evento:













Agradecimentos:

* Pe. Moacir - Pároco da Paróquia
* Irmã Bernadeth - Agente da Pastoral pioneira na cidade com esse programa.

E a todos que fizeram presentes nesses dois dias e agora fazem parte de mais um grupo de auto ajuda da Pastoral da Sobriedade...

"Sobriedade e Paz, só por hoje graças a Deus"...
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