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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Consumo de tabaco é alto entre detentas

Realizada na Penitenciária Feminina do Butantã e na Fundação Casa do Bom Retiro, os dados da pesquisa mostram que na Penitenciária, 63,15% das detentas fumam e quase 60% delas sofre de ansiedade e depressão. Na Fundação Casa, mais da metade dos internos é usuário de tabaco, sendo que 11% têm alto grau de dependência.

Responsável por quase 200 mil mortes anuais no Brasil, o tabagismo é, segundo pneumopediatra João Paulo Becker Lotufo, do Hospital Universitário, a primeira causa de morte evitável no mundo e o tabagismo passivo a terceira. “Hoje sabemos que o tabagismo é a droga mais viciante que existe e pode ser o iniciador de drogas ilícitas”, diz.


O tabagismo passivo é tão perigoso quanto o tabagismo ativo. Pessoas que convivem com fumantes têm 25% mais chances de sofrer infarto e câncer de pulmão. Além disso, as crianças tabagistas passivas apresentam mais otites, bronquites e asma, e registra-se até o dobro de morte súbita em bebês cujos pais são fumantes.

A pesquisa foi realizada com 38 detentas reclusas na Penitenciária Feminina do Butantã, e dessas 24 fumavam (63,15%). Entre as fumantes, uma foi considerada fraca dependente (4,2%), nove baixas dependentes (37,5%), três com média dependência (12,5%), seis com elevada dependência (25%) e cinco fortíssimas dependentes (20,8%). Lotufo conta que das 24 fumantes, 14 (58,3%) disseram ter depressão ou ansiedade e cinco (20%) disseram ser usuárias de drogas ilícitas.

Na Fundação Casa foram entrevistados 62 adolescentes, sendo que 35 (56,5%) fumavam e 27 (43,5%) não eram tabagistas. Quanto à dependência, verificou-se que três possuíam fraca dependência (8,5%), sete baixa dependência (20%), quatro com média dependência (11,5%), 17 com elevada dependência (48,5%) e quatro fortíssima dependência (11,5%).

Com esses números, devemos pensar em uma intervenção nas unidades prisionais quanto ao tabagismo, pois o índice de consumo é altíssimo e o nível de dependência entre os jovens é bem superior a outros de faixa etária semelhante. Esse é um grave problema de saúde publica”, diz Lotufo.

Fonte: OBID/Bibliomed

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